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Rio inaugura primeiro piscinão contra enchentes, mas solução depende da conclusão de outros quatro

Segundo prefeito, cheias na região da Grande Tijuca só devem melhorar a partir de 2015

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Para Paes, problemas com cheias só devem ser resolvidos em 2015
Para Paes, problemas com cheias só devem ser resolvidos em 2015

O primeiro dos cinco piscinões que vão conter alagamentos na região da Grande Tijuca, zona norte do Rio, foi inaugurado neste domingo (29) pela prefeitura. O reservatório da Praça da Bandeira, na zona norte, terá 35 m de diâmetro e 20 m de profundidade útil, com capacidade de armazenar 18 milhões de litros de água. No entanto, de acordo com o prefeito Eduardo Paes, o problema das enchentes na região só será resolvido em 2015, quando todos os piscinões estiverem concluídos.

— Esse piscinão já começa a minimizar o problema, mas se tiver uma chuva muito forte nesse verão, a Praça da Bandeira ainda está sob risco de alagamento. Estamos fazendo os outros piscinões, esperamos solucionar isso o mais rápido possível, mas esse sozinho não resolve o problema. Acho que o verão entre 2015 e 2016 já vai ser muito melhor.


Outros quatro reservatórios estão sendo construídos nas praças Vanhargem e Niterói, na rua Heitor Beltrão e no Alto Grajaú, sendo que os dois últimos ainda estão em fase final de desapropriações do terreno. O da Praça Niterói deve ser o segundo a ficar pronto e será o maior deles, com capacidade para 70 milhões de litros de água.

De acordo com o secretário municipal de obras, Alexandre Pinto, foram executados até o momento 30% dos R$ 292 milhões em que foram orçadas as intervenções, que enfrentam dificuldades impostas pela área urbana.


— Eu tinha intenção de acabar com essa obra em 2014, mas não vou conseguir porque são muitos os problemas que a gente encontra. O maior deles é o subsolo congestionado com redes de concessionárias. Há também o trânsito: para tirar caminhões de terra, temos que conseguir com a CET-Rio o momento certo para impactar menos o trânsito. Nos outros reservatórios, a gente quer escavar à noite, mas tem problemas com a vizinhança. Isso tudo impacta no nosso desejo de terminar o mais rápido possível as obras.

A água que o reservatório vai acumular nos dias de chuva será gradualmente despejada no Rio Trapicheiros, seguindo para a Baía de Guanabara. Neste domingo, o prefeito acionou pela primeira vez as bombas, simulação que gastou o equivalente a três caminhões-pipa de água.


Além dos reservatórios, que serão controlados pelo Centro de Operações, as obras na Grande Tijuca também incluem o desvio do Rio Joana, para criar um segundo deságue das águas na Baía de Guanabara. O piscinão da Praça da Bandeira acumulará apenas água da drenagem local, enquanto os demais vão armazenar o excesso dos rios Joana, Maracanã, Trapicheiros e Jacó.

As obras contam com recursos da prefeitura e do governo federal, que investiu no projeto por meio do Ministério das Cidades.

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