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Rio inaugura UPP da Vila Kennedy nesta sexta e atende a mais de 40 mil moradores

Sete comunidades na região serão patrulhadas por 250 policiais militares

Rio de Janeiro|Do R7

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O Bope ocupou a Vila Kennedy em 13 de março sem tiros
O Bope ocupou a Vila Kennedy em 13 de março sem tiros

A Secretaria Estadual de Segurança inaugura às 16h30 desta sexta-feira (23) a 38ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Rio, na região da Vila Kennedy, na zona oeste, uma das áreas da cidade com maior histórico de violência e de influência do tráfico de drogas. A unidade contará com 250 policiais militares, que irão patrulhar sete comunidades da área (Alto Congo, Vila Progresso, Sapo, Pica Pau, Light, Alto Kennedy e Metral). Cerca de 41.500 moradores serão atendidos, conforme levantamento do IPP (Instituto Pereira Passos).

A UPP Vila Kennedy terá a base administrativa na avenida Etiópia e contará com quatro núcleos de apoio, sendo que dois ficarão na estrada Sargento Miguel Filho, um em frente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Kennedy e um na comunidade do Metral.


A nova unidade será comandada pelo capitão Gabriel Wagner Rosella, de 33 anos, que já liderou a UPP do Batan. As comunidades da Vila Kennedy foram ocupadas no dia 13 de março por agentes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e do BAC (Batalhão de Ação com Cães), sem confrontos. Nesta semana, o governador Pezão falou sobre a possível ocupação da Vila Aliança, vizinha à Vila Kennedy.

— Estamos na Vila Kennedy e, se for preciso, vamos ocupar, sim, a Vila Aliança. Nós já estivemos lá. Vamos inaugurar a UPP da Vila Kennedy e fica mais fácil de ter uma base permanente e avançar ali [Vila Aliança]. O secretário [José Mariano] Beltrame decide quando será ocupado. Nós vamos contratar mais de 600 policiais do último concurso e estamos abrindo mais 6.000 vagas. Mas quem decide o cronograma são o secretário Beltrame, o coronel [José Luís] Castro e o delegado Fernando Veloso. O que fazemos no nosso governo é dar meios para que a polícia possa ocupar cada vez mais comunidades para que não haja nenhuma demonstração do poder paralelo. Infelizmente, essa é uma chaga no Rio.

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