Rio: paciente de clínica clandestina é indiciada por desviar dinheiro de empresa para custear cirurgias
Ela chegou a ser internada por procedimento irregular; desvio chegou a R$ 200 mil
Rio de Janeiro|Do R7

Uma das vítimas de uma clínica de estética clandestina em Campo Grande acabou virando suspeita do crime. De acordo com informações da delegacia que investiga o caso (35ª DP), Ramissa Rayane M. Villar, de 23 anos, financiou cirurgias no local com dinheiro desviado da empresa em que trabalhava. O valor teria chegado a R$ 200 mil. Ela acabou sendo internada em decorrência de um procedimento, na época em que a clínica foi fechada pela Vigilância Sanitária.
Segundo o titular Hilton Alonso, os altos valores pagos pelos tratamentos geraram desconfiança. Ela era funcionária do setor de contabilidade em uma empresa de segurança e vigilância. Entretanto, foi feito um levantamento de contas e a polícia constatou que o dinheiro havia sido desviado por meio de transferências para sua própria conta bancária. Como Ramissa trabalhava no financeiro, ela tinha conhecimento das senhas de banco da empresa.
A mulher também desviava quantias para pessoas com quem tinha dívidas. No setor de cadastro de funcionários, ela registrava o nome dessas pessoas e fazia as transferências, por meio de DOCs, para limpar seu nome.
O mesmo esquema foi utilizado para custear uma intervenção estética feita no dia 27 de abril. Ramissa cadastrou o nome da dona da clínica como funcionária da empresa e transferiu R$ 4 mil para a conta.
Quando foi hospitalizada, a família dela fez um registro de ocorrência, o que gerou as novas investigações. Inicialmente, a mulher era apontada como vítima de lesões corporais. Entretanto, com o decorrer do processo, um novo inquérito policial foi aberto e ela passou a ser suspeita no processo.
A Polícia Civil informou que Ramissa foi indiciada pelos crimes de estelionato e furto qualificado por abuso de confiança.
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Relembre o caso
Ramissa foi uma das mulheres encontradas internadas na clínica quando houve a abordagem da polícia e da Vigilância Sanitária, no dia 9 de junho. Ela havia se submetido a uma lipoaspiração. A jovem e mais duas clientes foram encaminhadas para o Hospital Rocha Faria.
A dona do estabelecimento, Cássia Santos Lima, de 47 anos, e o médico-cirurgião Willian Toussaint Bonhôte, de 80 anos, foram presos em flagrante. O local não tinha CTI (Centro de Tratamento Intensivo) para casos de emergência e funcionava de maneira improvisada.















