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Rio tem topless coletivo em Ipanema na abertura do verão

Pelo Facebook, 8.000 pessoas confirmaram presença na manifestação

Rio de Janeiro|Do R7

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O topless coletivo acontecerá em Ipanema e foi criado pelas jovens Ana Rios e Bruna Oliveira
O topless coletivo acontecerá em Ipanema e foi criado pelas jovens Ana Rios e Bruna Oliveira

A praia de Ipanema, na zona sul do Rio, deve ser tomada por um topless coletivo a partir das 10h da manhã deste sábado (21), no primeiro dia do verão. Pela rede social Facebook, cerca de 8.000 pessoas tinham confirmado presença na manifestação até a noite de sexta (20).

As criadoras da iniciativa, Ana Rios e Bruna Oliveira, usaram o seguinte argumento na convocação dos participantes: “Só em uma cidade machista e violenta como a que vivemos o topless pode ser caso de polícia! Pelo fim da criminalizarão dos nossos corpos, das formas femininas”.


O Toplessaço é ligado ao movimento Marcha das Vadias, que criou polêmica em julho quando ativistas fizeram topless durante um evento da Jornada Mundial da Juventude, na praia de Copacabana, zona sul do Rio. Na ocasião, manifestantes quebraram santas e foram reprimidos por católicos, que lotavam o local.

As organizadoras planejaram para este sábado um ato descentralizado, acontecendo simultaneamente em vários pontos da praia de Ipanema. Elas também esperam que banhistas de outras praias do Rio e do Brasil participem.


Discussão no Facebook

A página para divulgação no Facebook se tornou em um palco para uma guerra de opiniões entre internautas contrários e favoráveis ao topless coletivo.


O internauta Carlão C. declarou na página do evento: “Mostrar o peito vai mudar o que neste lixo de País? Responda se for capaz”.

André F. acha que a criminalização do topless não representa machismo. “Eu acho (de acordo com meus conceitos internos - e não machistas) que o topless é uma questão cultural. Num País como o Brasil, esses tipos de protestos levam do nada ao lugar algum”.


Já Michel P. argumentou que exibir os seios pode estimular a violência sexual. “Realmente vejo muita mobilização pra acabar de uma vez por todas com a Família Brasileira. É movimento gay, é protesto das vadias, é liberação da maconha, é parada gay, é liberaçao do aborto, é casamento entre pessoas do mesmo sexo (...) Guardem isso [seios] pra mostrar pros seus maridos e namorados! (...) O número de abuso sexual é crescente no Brasil, imaginem mostrando os peitos em público!?”.

Respostas

A maioria dos participantes da discussão no Facebook, no entanto, defende a causa. Janaína R. disse: “Sabe qual é o problema aqui no Rio, que nenhuma manifestação é levada á sério. Hoje tem um bando de gente que não tem o que fazer sacaneando quem tem uma meta, um propósito. Se você é contra, (...) nem entra na parada pra ficar zombando, xingando e tal”.

Já Marcello D. atacou quem faz comentários machistas e irônicos: “90% dos posts nesse evento mostram como é limitada a racionalidade brasileira. Uma cultura onde a vítima de uma violência sexual é a culpada, onde o simples ato de mostrar o seio, necessariamente, envolve cunho sexual, e os homens e mulheres que estão comentando 'Vão lavar uma louça', 'Vai procurar uma cesta de roupa suja' e afins demonstram o nível de argumentação e desenvolvimento intelectual que temos nesse país”.

Eduardo M. afirmou que os opositores aumentam a força do evento: “Os comentários de alguns 'homens' aqui só reforçam a necessidade de manifestações como esta. Espero que as mulheres aqui presentes tomem as ‘argumentações’ desses seres de mente cauterizada como incentivo para protestar por seu direito ao corpo”.

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