Logo R7.com
RecordPlus

Rio terá protestos e forte esquema de segurança na abertura dos Jogos no Maracanã

Os olhos de 3 bilhões de pessoas estarão voltados para o estádio na noite desta sexta (5)

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Estado

  • Google News
Os olhos de 3 bilhões de pessoas estarão voltados ao Maracanã na noite desta sexta-feira
Os olhos de 3 bilhões de pessoas estarão voltados ao Maracanã na noite desta sexta-feira

Com forte segurança e 45 chefes de estado, a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro acontece na noite desta sexta-feira (5) no estádio do Maracanã, zona norte do Rio. O entorno do estágio terá 40 vias bloqueadas como parte do esquema de segurança.

No mesmo dia em que a pira olímpica será acesa marcando a abertura dos Jogos, estão previstos protestos em diferentes pontos da capital fluminense, como a praia de Copacabana e a praça Saens Peña, na Tijuca, bairro vizinho do Maracanã, contra os governos do Rio e do presidente interino Michel Temer.


Será montada uma operação especial no entorno do Palácio do Itamaraty, no centro do Rio, onde o presidente interino Michel Temer receberá ao menos 45 chefes de Estado antes da cerimônia de abertura. De lá, as autoridades seguem para o Maracanã.

Em ano de crise econômica e política, a audência estimada em 3 bilhões de pessoas em todo o mundo não deve esperar recursos tecnológicos que marcaram as aberturas das Olimpíadas de Londres, em 2012, e de Pequim, em 2008.


Com orçamento de R$ 100 milhões — um terço do que a Inglaterra gastou —, o trio de diretores Fernando Meirelles, Daniela Thomas e Andrucha Waddington pretende apresentar o Brasil e o brasileiro lançando mão da criatividade de artistas que criam esculturas gigantes para o festival amazonense de Parintins, da potência das baterias das escolas de samba do Carnaval carioca e do apelo visual das coreografias de Deborah Colker, que vão do samba ao passinho do funk.

A cerimônia começará às 20h e está prevista para terminar às 23h30. O palco, de 128 m por 63 m — praticamente todo o gramado do estádio —, iluminado por 3.400 refletores, receberá a apresentação conjunta de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta, provavelmente cantando Isso aqui o que é, de Ary Barroso, ("isto aqui ô ô / é um pouquinho de Brasil iá iá").Outras músicas que deverão integrar o repertório são Aquarela do Brasil (também de Ary), Aquele abraço (Gilberto Gil) e Construção (Chico Buarque).


A festa será dividida entre a entrada dos chefes de Estado e das bandeiras brasileira e olímpica, a execução dos dois hinos, o Nacional e o da Olimpíada, e o desfile de 10,5 mil atletas. Pelé foi convidado para acender a pira olímpica e a modelo Gisele Bündchen também participará da cerimônia.

Coreografias e encenações devem representar o brasileiro alegre e hospitaleiro, sua capacidade inventiva, o dom de misturar ritmos e o ambiente do País, com florestas, praias, fauna. Momentos históricos serão retratados, como a chegada dos colonizadores portugueses e a escravização de africanos.


A apresentação de dança contará com 5.500 pessoas, entre elas, 300 bailarinos, acrobatas e praticantes de parkour (atividade que consiste em superar obstáculos por meio de saltos). Os demais são voluntários, de 16 a 80 anos e profissões diversas, e que foram selecionados em audições. O grupo ensaia desde o começo de maio.

Protestos dentro e fora do Maracanã

Antes mesmo dos Jogos, manifestantes contra o governo Temer já começaram a fazer barulho. Em cidades como Angra dos Reis, São Gonçalo e Duque de Caxias, manifestantes se uniram para fazer críticas aos governos federal e locais. Na última quarta-feira (5), na capital fluminense, o músico Tarcísio Cisão fez um protesto bem humorado que correu os principais jornais estrangeiros: escreveu Fora Temer nas nádegas e exibiu ao público quando entregava a tocha olímpica durante o revezamento na região portuária.

Manifestantes se mobilizam nas redes sociais em atos marcados em Copacabana, Tijuca e Cinelândia nesta sexta. O objetivo, segundo organizadores, é denunciar exclusão social durante as obras para os Jogos, com remoções de moradores, especulação imobiliária e uso de verbas para viabilizar o projeto olímpico em detrimento de investimentos em saúde e educação.

Em Copacabana, a concentração acontece às 11h no calçadão em frente ao hotel Copacabana Palace. Os organizadores dizem que o protesto consistirá em uma caminhada olímpica em direção ao posto seis. O ato é contra cortes de gastos públicos e mudanças na previdência e legislação trabalhista.

Na Cinelândia, o ato está marcado para as 16h, com música, exibição de filme e debates.

Na praça Saens Peña, um ato marcado para as 14h vai protestar contra a desigualdade no Rio de Janeiro. O protesto critica a Rio 2016, chamada pelo grupo de "Jogos da Exclusão".

Já dentro do estádio, a organização da cerimônia vai tentar conter vaias no momento em que Michel Temer decretar a abertura dos Jogos.

Tocha olímpica

Nesta sexta, a tocha olímpica sai do Cristo Redentor pela manhã com a participação do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.

Em seguida, passa pelo Palácio da Cidade, onde servidores municipais como o jornalista Idalício Manoel de Oliveira, há 39 anos na área de imprensa; e Gyleno dos Santos, garçom do gabinete do prefeito há 35 anos, conduzem a tocha pelo jardim.

O revezamento percorre ainda o trecho da orla da avenida Niemeyer à Urca, com direito a passagem pelo Pão de Açúcar, e segue para o aterro do Flamengo, onde o cavaleiro Rodrigo Pessoa encerra o percurso em frente ao Monumento aos Pracinhas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.