Rio de Janeiro Rio: trens e metrô têm circulação normalizada após tiroteio

Rio: trens e metrô têm circulação normalizada após tiroteio

Operação realizada no Jacarezinho teve confronto que deixou dois mortos e dois passageiros passageiros feridos

  • Rio de Janeiro | Rafael Nascimento, do R7 *, com Record TV Rio

Marca do tiro que atingiu o metrô

Marca do tiro que atingiu o metrô

Reprodução

O MetrôRio informou que devido ao intenso tiroteio na comunidade do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, a circulação da Linha 2 ficou interrompida durante 33 minutos, por volta das 6h10 da manhã desta quinta-feira (6). A situação já foi normalizada e o serviço na estação voltou a funcionar normalmente.

Os trens também foram afetados pelo confronto e retornaram às atividades às 9h52, no ramal Belford Roxo, e às 9h38, no ramal Saracuruna. Os intervalos estão sendo normalizados.

A SuperVia, empresa responsável pela circulação dos trens, informou que a todo momento os passageiros foram informados sobre as alterações por meio do sistema de áudio dos trens e das estações, além dos canais de relacionamento da concessionária. 

Desde o início do ano, a circulação de trens já precisou ser alterada nove vezes em função de tiroteios em comunidades que margeiam a linha férrea. Em 2020, foram 36 casos e em 2019, 70.

Tiroteio no Jacarezinho

A operação Exceptis, realizada na comunidade do Jacarezinho na manhã desta quinta (6), deixou o policial civil André Leonardo de Mello Fria e um suspeito mortos. Além dos óbitos, cinco pessoas foram baleadas, incluindo dois passageiros do metrô que ficaram feridos depois de disparos na estação Triagem.

Os passageiros foram identificados como Humberto Duarte, de 20 anos, que foi baleado de raspão no braço, e Rafael Silva, de 33 anos, atingido por estilhaços de vidro. Humberto foi encaminhado para o Hospital Souza Aguiar, no centro, e Rafael para o Hospital Salgado Filho, na zona norte.

A operação investiga uma organização criminosa que atua na comunidade, explorando práticas como o tráfico de drogas, roubo de cargas, roubos a transeuntes, homicídios e sequestros de trens da Supervia. Além disso, a quadrilha também vem aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção.

* Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

Últimas