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RJ: Ação do MP contra Paes pede devolução de quase R$ 10,5 milhões 

Ex-prefeito do Rio é alvo de investigação por supostas irregularidades em contrato firmado para gestão do Centro de Operações

Rio de Janeiro|Sylvestre Serrano e Adriana Cruz, da Record TV

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Centro de Operações do Rio de Janeiro
Centro de Operações do Rio de Janeiro

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu o bloqueio de bens do ex-prefeito Eduardo Paes e de outros cinco réus em uma ação que apura fraudes em contratos da Prefeitura com uma empresa que administrou o Centro de Operações da cidade. A decisão depende dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. A ação do Ministério Público pede quase R$ 10,5 milhões de volta aos cofres públicos.

A chegada de 2011 foi o primeiro grande evento do Centro de Operações do Rio de Janeiro. Pouca gente sabia, mas, por trás de tanta tecnologia para monitorar Copacabana, teria havido um contrato suspeito, que é alvo de uma ação do Ministério Público contra o ex-prefeito Eduardo Paes.

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A temporada de chuvas em 2010 castigou a cidade, que não tinha um sistema de alerta para a população. O ex-prefeito Eduardo Paes decidiu fazer uma central de operações e precisava de uma empresa para gerenciar o sistema. Segundo o Ministério Público, Arthur Soares, dono da Facility, teria sido uma escolha direta de Eduardo Paes.

Rei Arthur, como é conhecido, ganhou esse apelido por ser o maior fornecedor do estado durante a gestão de Sérgio Cabral. Ele é réu em processos da Lava Jato e no Brasil é considerado foragido.

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A Facility assinou um contrato de R$ 5.201.309,00 em dezembro de 2010. Três meses depois, teria recebido um aditivo no mesmo valor.

As negociações envolvendo Paes e Rei Arthur foram citadas por Sérgio Cabral, em depoimento à justiça, no ano passado. Segundo o ex-governador, empresários como Arthur, que ajudavam nas campanhas, cobravam benefícios em contratos.

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“O Arthur Soares reclamou que não tinha sido aquinhoado com serviços da prefeitura. Depois foi”, disse Cabral na época.

Foi depois dessa declaração que o Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu investigar os contratos entre a Facility e a prefeitura na gestão de Eduardo Paes. Na ação, o Ministério Publico diz que não resta dúvidas da troca de favores entre Eduardo Paes e Arthur soares. E que Paes teria usado a função para obter vantagem na campanha eleitoral.

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As investigações apontam que Rei Arthur teria dado ao caixa dois da campanha do ex-prefeito entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões.

Diante dos argumentos, o Tribunal de Justiça acatou o pedido do Ministério Público e determinou o bloqueio imediato dos bens de Eduardo Paes, Arthur Soares e outros quatro réus para tentar reaver o mesmo valor dos contratos assinados, de quase dez milhões e meio de reais. Os promotores entendem que é uma forma de reparar os possíveis danos aos cofres públicos.

Eduardo Paes, Arthur soares e outros quatro réus não terão os bens bloqueados, mas o processo não para. O promotor do caso entende que Eduardo Paes teria praticado ato de improbidade administrativa, e que devolver esse dinheiro é uma forma de reparar os danos à prefeitura.

Os advogados do empresário Arthur Soares e da empresa Facility disseram que não comentam casos em andamento. O ex-prefeito Eduardo Paes não retornou o contato do Jornal da Record.

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