RJ: avança negociação entre sindicato e governo para terminar greve na educação
Professores da rede estadual reivindicam salários atrasados e pautas pedagógicas
Rio de Janeiro|Da Agência Brasil
Terminou sem acordo a reunião entre o Sepe (Sindicato dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro) e o secretário de Estado de Educação, Antonio Vieira Neto, para encerrar a greve da categoria, que já dura 35 dias. No entanto, segundo o sindicato, houve avanço na negociação das reivindicações que não envolvem questões financeiras.
A reunião ocorreu na noite de terça-feira (5) na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), com a presença de deputados que se comprometeram a tentar encaminhar projetos que atendam às reivindicações dos profissionais da educação.
A coordenadora do Sepe Marta Moraes disse que o principal resultado da reunião foi a retomada do processo de negociação.
— Tivemos uma audiência com o secretário de Educação e a liderança do governo, temos amanhã com a presidência da Casa, conseguimos agendar as reuniões para a pauta pedagógica para o dia 14 de abril e amanhã seremos informados da audiência com o governador.
Pautas
As reivindicações financeiras, que incluem o pagamento integral de salários atrasados e do décimo terceiro — sem parcelamento — serão tratadas com o governo do Estado, segundo Marta. Já a pauta pedagógica vai ser discutida com a Secretaria de Educação.
— Queremos resposta imediata para questões como um terço do tempo [da carga horária] para planejamento, nenhuma disciplina com menos de dois tempos, como acontece atualmente com filosofia e sociologia. São questões que vem angustiando muito a categoria e que, de alguma forma, nós vimos o encaminhamento dado aqui hoje.
O secretário Antonio Vieira Neto disse que ficou satisfeito com o resultado da conversa com o sindicato, porém, reiterou que muitas reivindicações da categoria não dependem apenas da pasta.
— Tem pontos que estão além da decisão da Secretaria da Educação, que envolvem decisões de governo, de orçamento, então isso não cabe somente à secretaria.
Os profissionais da educação em greve também reivindicam eleição direta para a direção das escolas, fim a política de meritocracia, condições estruturais de trabalho nas escolas, minuta e cronograma para concessão de licença especial, retificação do decreto de abono das greves de 1993 a 2016, enquadramento por formação, descentralização da perícia, esclarecimento sobre corte de ponto e suspensão do calendário letivo.















