RJ: Homem dorme na porta de delegacia após ser expulso por traficantes de casa com a família
Ordem foi dada por criminosos após briga entre vizinhos por causa de cano de esgoto em Maricá, na região metropolitana
Rio de Janeiro|Do R7, com Rael Policarpo, da Record Rio

Um comerciante de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, tem dormido na porta da delegacia após ter sido expulso por traficantes da própria casa com a família, há mais de um mês.
Anderson da Silva Reis, de 39 anos, contou, em entrevista à Record, que teve a residência invadida por criminosos, na comunidade Sem Terra, após uma briga de vizinhos por conta de um cano, no dia 7 de novembro.
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Segundo o comerciante, o problema começou após a discussão verbal com um homem que havia comprado a casa que fica embaixo da dele, por causa de um cano de esgoto.
"Ele comprou a casa, mas não comprou de mim. E estava vazando dentro casa de baixo. Quando ele comprou, ele sabia que tinha de fazer uma reforma. Só que eu disse que ele tinha que falar com quem comprou. E, simplesmente, ele disse: 'Não vai resolver, não? Vou resolver'. No segundo dia, ele chegou, às 21h, com traficantes".
Anderson relatou ainda que, ao se negar ir para a boca do tráfico, mais de 30 disparos foram disparados em direção ao imóvel dele. Ele chamou a polícia e registrou o caso na 82ª DP (Maricá).
Apesar de ter sido levado para uma casa da prefeitura, a vítima disse que não pôde permanecer no local por ser área de risco e ainda estar sendo perseguida pelos criminosos.
Nos últimos dias, Anderson tem dormido dentro do carro com a esposa e as duas filhas, uma delas autista, que saíram de casa apenas com a roupa do corpo.
O comerciante relata que não consegue trabalhar e sequer esquentar a mamadeira da caçula, de dois anos.
O comerciante afirmou ser dono de outras duas casas, cujos aluguéis passaram a ser recebidos pelos traficantes.
O delegado Bruno Gilaberte afirmou que o caso é alvo de um inquérito policial em andamento.
"Já houve um pedido de providências judiciais, e estamos aguardando as respostas. Os órgãos atuam de forma integrada, e acreditamos que teremos uma resposta em breve sobre isso. Já temos algumas certezas sobre a autoria, o que aconteceu de fato. Acredito que vamos terminar em breve com essa investigação", explicou o delegado.















