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RJ: MPF denuncia ex-militares por torturar advogado desaparecido 

Caso aconteceu em 1971, durante a ditadura militar, e o corpo do militante político Paulo de Tarso Celestino da Silva ainda não foi encontrado 

Rio de Janeiro|Do R7

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Advogado foi torturado na "Casa da Morte" em Petrópolis
Advogado foi torturado na "Casa da Morte" em Petrópolis

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou, nesta quinta-feira (16), Rubens Gomes Carneiro, Ubirajara Ribeiro de Souza e Antonio Waneir Pinheiro Lima pelo sequestro e tortura, durante o período da ditadura militar, do advogado Paulo de Tarso Celestino da Silva. 

O militante político foi morto, preso e torturado no final de julho de 1971, na “Casa da Morte”, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. No entanto, o corpo de Paulo nunca foi encontrado. 


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De acordo com o MPF, o caso configura em crime contra a humanidade, conforme sentenças proferidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, que estabeleceram para o país a obrigação de investigar e punir as violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar.


Além da condenação dos ex-agentes militares, o MPF pede a perda de cargo público dos acusados, para que seja cancelado a aposentadoria ou qualquer provento de reforma remunerada.

Na denúncia, os procuradores também solicitam a destituição das medalhas e condecorações dos órgãos militares aos acusados. 


A “Casa da Morte”

De acordo com o MPF, a Casa da Morte foi utilizada pelo CIE (Centro de Informações do Exército) como aparelho clandestino de tortura durante o período do regime militar.

O imóvel foi emprestado ao Exército pelo então proprietário Mário Lodders e, segundo o tenente-coronel reformado Paulo Malhães, em depoimento prestado à Comissão da Verdade do Estado do Rio de Janeiro, o local foi criado para pressionar os presos a mudarem de lado, tornando-os informantes infiltrados. 

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