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RJ negocia fim da greve com professores e oferece R$ 15 mil para reformas em escolas ocupadas

Escolas ocupadas entram de férias nesta segunda (2) 

Rio de Janeiro|Do R7

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Greve de professores já dura dois meses
Greve de professores já dura dois meses

Para tentar reverter a situação crítica por que passa a educação no Estado, o governo negociou com os professores em greve algumas demandas e deve liberar R$ 15 mil para cada unidade de ensino do Rio de Janeiro. Com o valor, as direções das escolas devem fazer reformas emergenciais e o Estado tem a expectativa de que isso ajude nas desocupações das unidades escolas.

As 67 escolas estaduais ocupadas por estudantes no Estado entram oficialmente em recesso escolar nesta segunda-feira (2) depois o governo ter decidido criar um calendário especifico para os colégios ocupados. Os alunos terão aulas aos finais de semana ou nos meses de agosto de 2016 e/ou janeiro de 2017. Nas outras unidades da rede, as férias em agosto.


De acordo a Secretaria de Educação, quatro unidades escolares foram desocupadas: os Ciep 175, José Lins do Rego, e o 179, Claudio Gama, em São João de Meriti, e os colégios estaduais Leopoldo Fróes, em Niterói, e Barão de Aiuruoca, em Barra Mansa. Ainda há 67 unidades ocupadas.

O Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, zona norte, foi primeiro a ser ocupado e está há 27 dias úteis sem funcionar e os estudantes precisarão repor suas aulas em todo o mês de agosto e nos sábados letivos do próximo semestre.


Estudantes poderão pedir transferência

Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que estuda permitir que estudantes que gostariam de voltar às aulas e não concordam com as ocupações troquem suas matrículas para colégios estaduais em atividade. A transferência só está autorizada entre escolas estaduais porque ela acontece por meio de sistema informatizado. Em transferências para unidades das redes particular e federal, seria necessária documentação que está presa no colégio ocupado.


Greve de professores

Além da liberação dos R$ 15 mil, algumas propostas do Governo para tentar encerrar o movimento da greve dos professores são: não haverá mais disciplinas com menos dois tempos, não haverá desconto ao salário dos grevistas, votação na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) de projeto que prevê carga horária de 30 horas semanais para funcionários administrativos, escolha do diretor de escola pelo voto.


O governador em exercício Francisco Dornelles também propôs pagar os professores com verba do utilizar o Fundeb, em datas antecipadas ao 10º dia útil. Os aposentados, porém, não seriam contemplados, uma vez que a lei não permite o uso do Fundeb para pagar inativos.

Na próxima quarta-feira (4), os servidores devem se encontrar em assembleia para decidir se encerram a paralisação, que já tem dois meses.

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