Rompimento em adutora: engenheiros são aguardados para explicarem obra em terreno
Intervenções teriam afetado tubulação da Cedae
Rio de Janeiro|Do R7

Os dois engenheiros responsáveis pela obra que supostamente contribuiu para o rompimento de uma adutora na terça-feira (30) são aguardados para prestar depoimento na Delegacia de Campo Grande (35ª DP), nesta segunda-feira (5). O acidente deixou uma criança morta, mais de 15 feridos e destruiu completamente 13 casas, além de abalar outras 35.
De acordo com a polícia, os engenheiros devem levar documentos que mostrem exatamente quais plantas foram desenhadas por eles. Ainda há dúvidas em relação à indicação da tubulação da adutora nos desenhos.
A Cedae cadastrou 86 famílias que foram afetadas pelo estouro da tubulação.
Vítimas vão às compras
Alguns moradores que perderam casas ou eletrodomésticos na tragédia foram às compras na sexta-feira (2), segundo a Cedae. Cerca de 20 famílias estiveram em uma loja da rede Casas Bahia, no West Shopping, em Campo Grande, onde compraram sofás, televisões, geladeiras e utensílios.
A conta foi paga pela companhia, como primeira forma de ressarcimento pelos danos provocados.
Família de vítima quer indenização
Os pais da menina Isabela Severo dos Santos, de três anos, se reuniram também na sexta com um representante da Cedae para tratar do ressarcimento financeiro à família, que teve a casa destruída.
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro promoveu o encontro entre as partes, a fim de agilizar um acordo extrajudicial. A expectativa é de que no começo da próxima semana os parentes de Isabela já recebam a indenização, como prevê a defensora pública Alessandra Bentes.
— Estamos acompanhando a família da Isabela e negociando um acordo com a Cedae. Houve uma primeira conversa, temos uma sinalização dos valores, que são sigilosos, mas a família ainda está avaliando.















