Seap divulga fotos de manifestantes presos durante protesto no centro do Rio
Segundo a polícia, trio foi indiciado por furto qualificado
Rio de Janeiro|Do R7

A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) divulgou fotos dos três manifestantes presos na noite de segunda-feira (19), quando 100 mil pessoas tomaram as ruas do centro para reclamar do aumento das passagens de ônibus e gastos com Copa e Olimpíada. Segundo a Polícia Civil, Caio Brasil Rocha, Vagner Ferreira Silva e Juliana Isméria Campos Vianna foram indiciados por furto qualificado. Eles teriam participado do quebra-quebra nos arredores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Segundo a Seap, Caio e Vagner foram levados para a cadeia pública Bandeira Stampa e Juliana Isméria Campos Vianna foi encaminhada para a penitenciária feminina Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio.
Após críticas referentes à divulgação das fotos, a Seap afirma, por meio de nota, que "o fornecimento de imagens de pessoas que ingressam no sistema penitenciário faz parte do procedimento de rotina da secretaria, quando demandada pela imprensa". A secretaria diz ainda que todos os presos recebem tratamento igualitário no sistema e que a divulgação de fotos aos veículos de comunicação é adotada por uma questão de transparência.
No caso de Juliana, amigos vêm criando uma corrente em redes sociais, dizendo que a bolsa que ela teria roubado foi "plantada" por policiais, após a estudante de história se recusar a pagar propina. A PM ainda não comentou a denúncia.
A polícia informou que 13 pessoas foram presas em flagrante na segunda-feira. Dez foram liberados após pagamento de fiança.
Além dos presos, 14 pessoas foram detidas e encaminhadas à Delegacia Mem de Sá (5ª DP), sendo liberados em seguida. Dois menores também foram apreendidos e levados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
A polícia irá analisar as imagens de câmeras de segurança e as reproduzidas em sites e televisão, para identificar integrantes do grupo que depredou lojas, carros e a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Também foram feitas perícias para colher impressões digitais.
Presidente da Alerj calcula prejuízo de R$ 2 milhões
O presidente da Alerj, Paulo Melo, afirmou nesta terça-feira (18) que o ato de vandalismo que depredou a sede da assembleia na noite de segunda (17) gerou um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões. O prédio histórico foi alvo de um grupo de vândalos, que se misturou à multidão de 100 mil pessoas durante protesto contra aumento das passagens de ônibus e gastos com Copa e Olimpíada.
— É inconcebível qualquer destruição ao patrimônio histórico. A manifestação aconteceu na Rio Branco, o que houve aqui foi vandalismo.
Paulo Melo pediu que sejam apuradas as responsabilidades pelo quebra-quebra e que os autores sejam identificados. Ele frisou que a Alerj não foi o único alvo.
— Queremos que tudo seja apurado de forma rigorosa. É preciso identificar os responsáveis por depredar o Mosteiro do Carmo, o Paço Imperial, a Igreja São José e a Assembleia.















