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Secretaria de Segurança desmente demissão de comandante-geral da corporação da PM

O MP-RJ queria uma investigação sobre o patrimônio do coronel, mas a CGU negou

Rio de Janeiro|Do R7

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Mesmo após o escândalo na PM, Beltrame (à esquerda) manteve o comandante-geral da corporação no cargo
Mesmo após o escândalo na PM, Beltrame (à esquerda) manteve o comandante-geral da corporação no cargo

A Secretaria Estadual de Segurança negou, nesta quinta-feira (25), que o comandante-geral da corporação, o coronel José Luis Castro Menezes, tenha pedido demissão, como noticiaram alguns sites durante a tarde. Segundo a nota oficial enviada pela secretaria, Menezes continua trabalhando normalmente.

Nesta quarta-feira, o Corregedor-geral das Polícias do Rio, desembargador Giuseppe Vitagliano, se negou a cumprir o pedido do MP-RJ (Ministério Público do Rio) para que fosse aberta sindicância para investigar a evolução patrimonial do atual José Luis Castro Menezes.O corregedor afirmou que "não há, até o momento,elementos que fundamentem a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinare de Sindicância Patrimonial contra o Comando e o Estado Maior da PM".


Além do comandante geral, o promotor Paulo Roberto Mello Cunha Jr., do MP-RJ, havia pedido que fossem investigados também o chefe do Estado Maior operacional da PM, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, e o chefe do Estado Maior administrativo, coronel Ricardo Coutinho Pacheco. Em depoimento ao MP-RJ na semana passada, um dos 24 PMs presos na Operação Amigos S.A. afirmou ter ouvido de oficiais presos na ação que todos os batalhões do Rio eram obrigados a pagar R$ 15 mil ao Estado-Maior da PM.

Em nota, o corregedor das polícias afirmou que "o procedimento encaminhado à Controladoria Geral Unificada foi baseado em cópias de reportagens jornalísticas".

Segundo a secretaria estadual de Segurança, o corregedor enviou ofício ao Juízo da Vara Criminal de Bangu solicitando cópia do depoimento do PM e também da denúncia, "para fazer uma avaliação mais completa". O MP-RJ ainda não se manifestou sobre a recusa do corregedor em abrir a sindicância.

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