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Secretário anuncia mudanças nas UPPs e reforço de policiamento nas ruas

Áreas de batalhões terão reforço de 3.000 agentes

Rio de Janeiro|Do R7

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Decisão foi divulgada em coletiva nesta terça (22)
Decisão foi divulgada em coletiva nesta terça (22)

A Seseg (Secretaria de Estado de Segurança) divulgou nesta terça-feira (22) que haverá mudanças nas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). De acordo com a nota, um estudo da Polícia Militar, requisitado pelo CPAD (Conselho Permanente de Avaliação e Deliberação) da Seseg, diagnosticou a necessidade de união entre as unidades e os batalhões da PM. Agora, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora passa a ser o órgão de definição das diretrizes do programa, subordinado ao Comando-Geral da Polícia Militar

O texto diz que a secretaria tem como diretrizes "a preservação da vida e o controle da criminalidade e, por isso, reafirma seu compromisso com o Programa de Polícia Pacificadora". Eles informam que o encontro das estruturas permitirá que 3.000 homens reforcem o policiamento ostensivo na Região Metropolitana do Rio.


A análise do emprego do efetivo detectou que policiais das UPPs estão empenhados em atividades que já existem nos batalhões. Por isso, o reforço de policiais nas ruas não retiraria policiais do patrulhamento em comunidades ou dedicados a projetos sociais.

Maioria nas favelas do Rio quer permanência de UPPs, mas com mudanças


As UPPs dos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte, se transformarão em um Batalhão de Polícia Pacificadora. O secretário, Roberto Sá, determinou que as UPPs intensifiquem a aproximação e o diálogo com as comunidades. De acordo com a nota, a Seseg já possui um canal direto com as lideranças comunitárias no Conselho de Segurança Pública do Estado de Rio para receber os anseios das comunidades relativas à Segurança, e para receber propostas sobre políticas públicas.

Em coletiva no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), Roberto Sá reafirmou o "compromisso da Seseg com a preservação da vida" e acrescentou que a mudança nas UPPs vai de encontro com o desejo de parte dos moradores das comunidades, e dos policiais que acreditam no Programa de Polícia Pacificadora.


— Nós fizemos um diagnóstico de todas as Unidades de Polícia Pacificadora. A conclusão que chegamos é que todas as UPPs serão mantidas na sua essência. Eu digo pra cada morador que acreditou, nós vamos continuar presentes cumprindo o nosso papel, melhorando o nosso serviço e nos aproximando mais da comunidade. Esperamos que todos os entes e poderes acreditem que é importante levar dignidade para todas as áreas do Rio de Janeiro —, disse.

Entenda


Sá também explicou que com a melhor gestão dos recursos humanos das UPPs, vai ser possível colocar nas ruas do Rio, nas áreas dos batalhões, 3.000 policiais sem que isso prejudique qualquer atividade operacional das unidades.

— Para isso acontecer, tivemos que fazer uma organização administrativa melhor. As UPPs que já eram subordinadas administrativamente aos batalhões passam a ser subordinadas operacionalmente, isso faz com que esse efetivo seja otimizado para enfrentar a criminalidade —, ressaltou.

De acordo com a secretaria, agora, os militares serão redistribuidos da seguinte maneira:

Capital — 1.100 policiais

Baixada Fluminense — 900 policiais

Niterói/São Gonçalo/Itaboraí — 550 policiais

BPVE (Vias Expressas) — 300 policiais

BPTur (Turística) — 150 policiais

A nota destaca, ainda, que a Região Metropolitana concentra 86,5% da "criminalidade violenta".

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