Servidor da Prefeitura do Rio é alvo de buscas por suspeita de extorquir escolinhas na praia da Barra
Policiais apreenderam telefones, documentos e eletrônicos na casa do agente. Ele foi afastado das funções fiscalizatórias pela Justiça
Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7, com Felipe Batista, da Record TV Rio

Um servidor da Prefeitura do Rio foi alvo de buscas, na manhã desta quarta-feira (13), por suspeita de extorquir escolinhas que oferecem serviços de práticas esportivas na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Os policiais da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) apreenderam telefones, documentos e equipamentos eletrônicos em endereços ligados ao agente na Barra e em Jacarepaguá.
Além de expedir os mandados de busca e apreensão, a Justiça também determinou o afastamento dele das funções fiscalizatórias.
De acordo com as investigações, o funcionário trabalha na Coordenadoria de Controle Urbano, da Secretaria Municipal de Fazenda. Ele passou no concurso em 2007 e recebia um salário de R$ 13 mil.
Segundo a polícia, a investigação teve início há um ano após denúncia da Prefeitura do Rio, por suspeita de que o servidor exigia dos responsáveis pelas aulas de esportes 10% das mensalidades dos alunos para autorizar a realização das atividades na orla.
O delegado André Neves, da Draco, disse que tudo leva a crer que houve a prática de diversas extorsões a dezenas de trabalhadores de escolinhas e quiosques. Para o delegado, a investigação caminha para a conclusão do inquérito com o pedido de prisão do suspeito. Segundo Neves, ele negou em depoimento os crimes.
Na ação de hoje, os policiais também fizeram diligências na sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, região central do Rio. A operação contou com o apoio da Corregedoria da Seop (Secretaria de Ordem Pública).
Além do servidor, outras pessoas também são investigadas, por suposta participação no esquema.















