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Sindicato diz que ainda não há situação de tranquilidade em hospitais do Rio

Presidente do órgão diz que material recebido por hospital dá para no máximo 5 dias

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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Médicos fizeram protesto contra crise na saúde na quarta-feira
Médicos fizeram protesto contra crise na saúde na quarta-feira

O alívio no atendimento a pacientes que buscam as emergências dos hospitais estaduais, após anúncio de ajuda federal e municipal, é momentâneo, e não representa uma situação de tranquilidade na área da saúde do Estado.

A avaliação é do presidente do Sinmed (Sindicato dos Médicos do Estado do Rio de Janeiro), Jorge Darze, que está acompanhando pessoalmente o atendimento nas unidades estaduais. Ele deverá apresentar um relatório nos próximos dias.


Segundo o sindicalista, a doação anunciada pelo Ministério da Saúde, de 200 mil itens em insumos hospitalares, incluindo medicamentos, representa um reforço para normalizar o atendimento, mas não é suficiente para abastecer toda a rede do Estado por muito tempo.

— Estamos muito longe de viver uma situação de tranquilidade. Não dá hoje, menos de 24 horas de anunciada a doação de insumos, para dizer como estão essas unidades.


O sindicalista esteve no Hospital Estadual Getúlio Vargas inspecionando o material recebido do governo federal.

Segundo ele, o material recebido no Getúlio Vargas daria para, no máximo, cinco dias de atendimento.


O Sinmed faz parte de um gabinete de crise, criado para ajudar a gerenciar o sistema de saúde, que inclui os ministérios públicos Estadual e Federal, as defensorias públicas Estadual e da União e o Conselho Regional de Medicina.

Por iniciativa deles, a Justiça estadual determinou a aplicação de 12% das verbas da receita do Estado em saúde, conforme previsto na Constituição federal, sob pena de multa ao Estado e ao governador e secretários de Fazenda e Saúde.


O governador Luiz Fernando Pezão disse que estava recorrendo da decisão judicial, por não ter todo esse recurso para investir no setor.

Na última quarta-feira (23), Pezão anunciou o aporte de R$ 297 milhões, incluindo verbas federais e do município do Rio. Segundo o governo do Rio, toda a rede hospitalar estadual estava atendendo normalmente nesta sexta-feira (25).

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