STJ concede habeas corpus e DJ Rennan da Penha será solto

Em agosto, o STF (Superior Tribunal Federal) já tinha negado um primeiro pedido por quatro votos a um; agora artista ganhará liberdade

DJ Rennan da Penha foi preso em abril deste ano

DJ Rennan da Penha foi preso em abril deste ano

Reprodução/ Twitter

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu nesta quinta-feira (21) habeas corpus para o DJ Rennan da Penha. O idealizador do Baile da Gaiola, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, estava preso desde abril deste ano no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste.

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Em agosto, o STF (Superior Tribunal Federal) já tinha negado um primeiro pedido por quatro votos a um. Renan é acusado de ser “olheiro” do tráfico de drogas e organizar o Baile da Gaiola para ajudar os criminosos no Complexo da Penha.

Consulta mostra que o habeas corpus foi concedido nesta quinta (21)

Consulta mostra que o habeas corpus foi concedido nesta quinta (21)

Reprodução

Idealizador do Baile da Gaiola, na Penha, zona norte do Rio, Rennan foi condenado no dia 18 de março, em segunda instância, a seis anos e oito meses de prisão por associação ao tráfico de drogas. O mandado de prisão foi expedido pelo TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

Em entrevista à Record TV Rio, o advogado criminalista Patrick Berriel afirmou que não havia prova contundente contra o DJ.

“O que tem contra ele são indícios. Indícios de fotografias de aplicativos de mensagens e redes sociais. Não há, por ora, nenhuma prova robusta, uma prova contundente, que possa levar ele ao processo condenatório.”

De acordo com o promotor do caso Sauvei Lai, Rennan comunicava aos traficantes sobre as incursões dos policiais na comunidade.

“O DJ Rennan dava a localização e a movimentação de policiais na comunidade. Acho estranho estas mensagens ser direcionadas à comunidade. A condenação dele é associação para fins de tráficos, na função de olheiro.” 

Já segundo a defesa e familiares do artista, é comum nas comunidades do Rio avisarem em grupos de aplicativos de mensagens sobre a presença de policiais. Para eles, é um meio de se comunicarem sobre a possiblidade de tiroteios frequentes nas favelas.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa