Rio de Janeiro Substância usada por motorista acusado por passageira de dopá-la era álcool, aponta laudo

Substância usada por motorista acusado por passageira de dopá-la era álcool, aponta laudo

Passageira relatou ter sido dopada pelo motorista durante viagem de São Conrado para a Barra da Tijuca, no último dia 2 de maio

  • Rio de Janeiro | Gabriel Pieroni*, do R7, com Fernanda Macedo, da Record TV Rio

Motorista foi banido da plataforma no início das investigações

Motorista foi banido da plataforma no início das investigações

Reprodução/Record TV Rio

Um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli da Polícia Civil do Rio concluiu que a substância usada pelo motorista de aplicativo acusado por uma passageira de tê-la dopado era álcool 70%. O documento corrobora a versão do profissional.

A passageira relatou ter sido dopada pelo motorista durante uma viagem de São Conrado para a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, no último dia 2 de maio, após o homem borrifar uma substância no veículo. A mulher usou as redes sociais para denunciar o caso.

A corrida foi interrompida em um posto de combustível na Barra da Tijuca. A polícia solicitou as imagens de câmeras de segurança para auxiliar nas investigações. O caso está sendo investigado pela 12ª DP (Copacabana).

Em entrevista à Record TV Rio, o motorista Paulo Sérgio deu sua versão do ocorrido.

"Eu jamais faria isso com alguém. Não é do meu feitio... A substância era álcool 70. É uma medida para prevenir a Covid-19. Creio que todos os motoristas tenham dentro dos seus carros", afirmou Paulo Sérgio.

O laudo, assinado pelo perito Daniel Busquet de Souza, atesta que não foram encontradas substâncias de natureza tóxica, perigosa ou nociva.

Laudo afirma que substância era álcool 70

Laudo afirma que substância era álcool 70

Reprodução/Polícia Civil

O profissional registrou um boletim de ocorrência contra a mulher, por calúnia e difamação. Ainda durante a entrevista, ele fez um alerta sobre informações compartilhadas na internet.

"Eu tenho mais de 12 mil corridas em cinco anos. E agora fui banido por jogar álcool 70 na minha mão. Espero até que ela faça uma retratação com os seguidores dela e com as pessoas que compartilharam uma coisa que não é verídica. Faço até um apelo com as pessoas da internet que não façam isso. Vocês estão compartilhando algo que não é verdade e que para desfazer vai ser complicado."

Em nota, no início das investigações, a Uber informou que trata todas as denúncias com a máxima seriedade e avalia cada caso individualmente para tomar as medidas cabíveis. Após a divulgação do laudo, o R7 procurou a empresa, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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