Supervia registra mais de 400 casos de vandalismo em janeiro
Nessa semana, furtos de cabo provocaram o fechamento da estação Maracanã
Rio de Janeiro|Do R7

Apenas no primeiro mês de 2017, a Supervia registrou 409 casos de vandalismo contra o sistema de trens . As ações incluem furtos de cabos, roubos de tomadas, danos contra portas, arremesso de pedras conta os para-brisas, destruição da sinalização das estações e até quebra de câmeras de segurança.
O dano mais comum são contra as portas dos vagões, que somam mais de 300 ocorrências. Os danos são provocados por colocados irregularmente para impedir seu fechamento durante as viagens. Esse tipo de ação é considerada crime, porque expõem a vida e a saúde de terceiros.
Além do prejuízo financeiro, os danos prejudicam também o atendimento da população. Nos últimos dias 24 e 25 de janeiro, tomadas tipo USB foram furtadas dos trens dos ramais Japeri e Gramacho. Para fazer esse tipo de reparo, o trem precisou ser recolhido para a oficina e poderia ter ficado fora de circulação por até 24 horas, para substituição do objeto.
A concessionária também registrou 17 casos de arremessos de pedras contra os para-brisas, 12 pichações, 12 danos contra as janelas dos trens, uma televisão interna quebrada e dois furtos de equipamentos de segurança das composições. O vandalismo contra os materiais de comunicação visual para orientar os passageiros, completa a estatística. Os mapas de linhas afixados dentro dos trens, por exemplo, são retirados indevidamente e colados sobre as portas, para impedir que elas sejam abertas quando o trem chega às estações. Do total de trens que passa pelas oficinas para manutenção, 35% sofreram vandalismos contra materiais de comunicação visual.
Furtos de cabos
Os cabos de sinalização também são alvos de criminosos: em janeiro, a Supervia registrou 23 ocorrências de furtos. A ausência desses objetos pode provocar desde atrasos na circulação dos trens devido à necessidade de operação manual da sinalização, até a interrupção temporária do tráfego, por medida de segurança para que as condições de circulação sejam restabelecidas.
Os cabos de energia são outro tipo de material vandalizado no sistema ferroviário. O caso mais recente aconteceu na última segunda-feira (30), quando furtaram cabos da estação Maracanã, afetando iluminação do mezanino e das plataformas, o sistema de áudio, o funcionamento das bilheterias, das catracas e dos elevadores. Para realizar os reparos, a estação foi fechada por dois dias.
Depredação de estações
Na manhã do último domingo (29), antes do jogo entre Vasco e Fluminense, no Engenhão, cerca de 100 torcedores arrombaram um cadeado dos portões de acesso à estação Presidente Juscelino (ramal Japeri), em Nova Iguaçu. No mesmo dia, na estação Quintino (ramal Deodoro), outro cadeado foi arrombado por torcedores, que ainda quebraram a placa indicativa de plataforma, uma câmera de monitoramento e um vaso de planta. A Supervia precisou solicitar apoio do Gepe (Grupamento Especial de Patrulhamento em Estádios) e do GPFer (Grupamento de Policiamento Ferroviário).
Vandalismo em números:
Portas de trens danificadas - 365 ocorrências
Cabos de sinalização furtados - 23 ocorrências
Para-brisas danificados - 17 ocorrências
Trens pichados - 12 ocorrências
Janelas de trens arrancadas - 12 ocorrências
Tomadas USB furtadas - 2 ocorrências
Comunicação visual interna dos trens danificada - 35% da frota que passa por manutenção, todo mês, teve comunicação visual vandalizada.















