Surfistas “forasteiros” são ameaçados e têm pranchas quebradas por “donos do mar” na Barra da Tijuca
Delegado investiga colaboração de policiais civis e militares aos atos de discriminação
Rio de Janeiro|Do R7, com Cidade Alerta

Uma pichação no muro em frente à praia do Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, já deixa claro que os surfistas “forasteiros” não são bem-vindos: “Fora Haole” (termo usado para quem não é "do pedaço"). Aqueles que, desavisados, entram no mar para pegar ondas, normalmente são expulsos sob ameaças pelos surfistas locais.
Um inquérito policial foi aberto na Delegacia da Barra (16ª DP) para apurar denúncias de localismo, ou seja, discriminação a quem é de fora do circulo dominante de uma área. A praia do Quebra-Mar é considerada a região mais hostil da orla do Rio. Já foram registrados casos de pranchas e carros quebrados de pessoas que desobedeceram às ordens de sair do mar.
As marcações de território acontecem, geralmente, onde surgem as melhores ondas na cidade do Rio. Além do Quebra-Mar, também há disputas no Apoador, São Conrado, Praia da Macumba, Grumari e Prainha.
A polícia investiga se um grupo de policiais civis e militares é conivente com as ações praticadas no Quebra-Mar. O delegado Rodrigo Freitas orienta que as vítimas prestem denúncia na delegacia, a fim de ajudar na identificação dos integrantes da gangue.
Veja na reportagem abaixo, do Cidade Alerta, relatos de surfistas que já foram expulsos da água na Barra da Tijuca.















