Suspeitos de carbonizar grávida após aborto vão a juri popular
Corpo de Jandira Magdalena foi encontrado mutilado e carbonizado; jovem havia se submetido a cirurgia para interromper gestação de cinco meses
Rio de Janeiro|Rayssa Motta, do R7*

Após o debate sobre a descriminalização do aborto entrar novamente na pauta da Corte mais alta do país, um caso que expôs a realidade nas clínicas clandestinas do Rio de Janeiro será julgado nesta quinta-feira (9). Os oito suspeitos pela morte da auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz vão a júri popular no 4º Tribunal do Júri do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).
Jandira desapareceu após realizar o procedimento ilegal que lhe custou R$ 4.500, em 26 agosto de 2014. No dia seguinte, o corpo da jovem de 27 anos foi encontrado mutilado, sem digitais e arcada dentária, e carbonizado dentro de um carro em Guaratiba, na zona oeste do Rio. Foi preciso um exame de DNA para comprovar a identidade. Somente um mês após o desaparecimento de Jandira, a família conseguiu realizar o enterro da grávida.
De acordo com a polícia, Jandira morreu após passar por uma aborto mal sucedido realizado por um homem que não chegou a concluir a faculdade de medicina.
As oito pessoas envolvidas no caso foram iniciadas por homicídio doloso, associação criminosa, ocultação de cadáver e pelo aborto consentido por Jandira. Hoje, quase quatro anos depois, serão julgadas pelos crimes.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Raphael Hakime















