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Suspeitos de fraudar resultados de jogos do Carioca são alvos da polícia

Batizada de “Jogo Sujo”, investigação mira presidente e gerente de futebol do Barra Mansa Futebol Clube, que disputa a segunda divisão do torneio

Rio de Janeiro|Lucas Ferreira, do R7*

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Carro de luxo de foi apreendido durante operação
Carro de luxo de foi apreendido durante operação

A Decon (Delegacia do Consumidor), com apoio do Gadest/MP-RJ (Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público), realiza, nesta quinta-feira (27), a operação “Jogo Sujo” contra a manipulação de resultados nos jogos do Barra Mansa Futebol Clube, da segunda divisão do Campeonato Carioca de 2017.

Os mandados de busca e apreensão são contra o presidente do clube, o gerente de futebol e o empresário de uma agência de marketing e consultoria. De acordo com as investigações, eles recebiam até R$ 150 mil de uma máfia internacional de apostas para cada jogo armado em que o Barra Mansa perdesse.


Os três envolvidos eram responsáveis por tentar convencer os jogadores de “entregar” as partidas, oferecendo cerca de R$ 3 mil para os que aceitassem. Em duas ocasiões, citadas pela Polícia Civil, nenhum dos atletas teria aceitado a proposta do grupo.

Na tentativa de cumprir o acordo com a máfia, o empresário envolvido no caso deixou de providenciar uma ambulância no confronto do Barra Mansa contra o Carapebus, em julho de 2017. Na ocasião, a partida não pode acontecer e foi decretado o resultado de W.O.


Em nota, a Polícia Civil informou que o presidente do clube também se apropriou de R$ 342 mil pertencentes ao Barra Mansa. O valor era referente a uma parcela da venda de um jogador das divisões de base da equipe.

O grupo foi indiciado por associação criminosa e apropriação indébita pelo Código Penal e, no Estatuto do Torcedor, por solicitar vantagem para alterar resultado e dar vantagem a fim de alterar o resultado.


A reportagem procurou o clube, mas não conseguiu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto para manifestação.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Raphael Hakime

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