Tatuzão para de escavar túnel do metrô após calçada afundar em Ipanema
Serviço permanecerá interrompido até que se saiba o que causou afundamento
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Estado

O Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras entre Ipanema e Gávea da linha 4 do metrô (Barra da Tijuca-Ipanema), informou que o chamado Tatuzão, máquina usada para escavar o túnel, teve seu serviço interrompido após parte de calçada afundar em Ipanema. O afundamento na madrugada de domingo (11) abriu duas crateras na altura dos números 132, 133, 137 e 141 da rua Barão Torre. O consórcio não informou se o Tatuzão estava em funcionamento no momento do acidente.
Segundo o consórcio, a obra não será paralisada, somente o Tatuzão, que terá o funcionamento suspenso até a apuração das causas do assentamento do solo.
O afundamento da calçada assustou moradores de prédios da região. O consórcio informou que não há risco para a estabilidade das edificações. O reparo da calçada foi feito no domingo, com injeção de concreto no solo. As causas do afundamento estão sendo analisadas.
Danos decorrentes das obras da linha 4 serão reparados, diz o consórcio construtor. Uma vistoria cautelar é feita nas estruturas dos edifícios para verificar suas condições antes da escavação dos túneis e das estações, segundo o consórcio. Os prédios recebem pinos de recalque e clinômetros, que possibilitam o acompanhamento de como as edificações se comportam antes e durante as obras. O consórcio informou que as medições apresentam resultados dentro dos limites esperados.
Na manhã de domingo, o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio, juntamente com técnicos do consórcio, havia realizado uma vistoria preliminar, sem detectar risco para a estrutura dos prédios. Mais tarde, a Defesa Civil do município corroborou a mesma constatação.
Insegurança entre moradores
Moradores relataram terem ouvido forte estrondo na hora do afundamento, segundo relatou o promotor de vendas Fernando Azevedo, morador do edifício de número 137, um dos mais atingidos.
— O pessoal que mora nos apartamentos de frente ouviu o barulho. Na hora, sentimos um cheiro forte de gás. Muita gente desceu, com medo que (o prédio) desabasse. Meu medo é que, mesmo ficando tudo bem agora, ocorra algo no futuro.
Para o engenheiro eletrônico Ivar Miguel dos Santos, morador do prédio 133, que também sofreu rachaduras, faltam informações.
— Está todo mundo inseguro. Quero saber se tem risco dormir aqui com meus filhos.
Assista à reportagem:















