Tiroteio no fórum: Bope e PMs do Batalhão de Bangu buscam suspeitos em favelas da zona oeste
Tentativa de resgate de presos deixou criança e policial mortos na quinta-feira
Rio de Janeiro|Do R7

Policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e do Batalhão de Bangu (14º BPM) iniciaram operação na manhã desta sexta-feira (1º) nas favelas Vila Vintém, Curral das Éguas, Minha Deusa e Sete Sete, na zona oeste do Rio de Janeiro. O objetivo é encontrar os suspeitos que tentaram resgatar os réus Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate, e Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, no Fórum de Bangu e acabaram entrando em confronto com policiais, na tarde de quinta-feira (31). Um menino de oito anos e um PM morreram.
Até as 8h desta sexta-feira, cinco suspeitos de tráfico de drogas haviam sido presos na operação. Segundo a polícia, porém, eles não têm envolvimento com o ataque ao fórum.
Cerca de 50 policiais participam da ação. Um dos carros usados pelos criminosos na quinta-feira foi encontrado em um posto de gasolina da região.
Tiroteio
O confronto entre bandidos e policiais começou quando os agentes tentaram impedir a invasão ao fórum. O bando conseguiu fugir em um carro sem resgatar nenhum réu. Uma equipe do Samu foi acionada, mas, ao chegar ao local, o menino Caio da Silva Costa já estava morto do lado de fora do prédio. Ele voltava para casa após ter aula em uma escolinha de futebol no clube do Bangu.
Um policial militar identificado como sargento Oliveira morreu. Outras duas vítimas permaneciam, no começo da tarde desta sexta, internadas no Hospital Estadual Albert Schweitzer em Realengo, zona oeste. O PM Eduardo Gonçalves dos Santos, de 41 anos, está no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e apresenta estado de saúde estável após passar por cirurgia. Maria José da Silveira Rodrigues, de 60 anos, também permanece estável. Ela estava em um ônibus próximo ao fórum e foi atingida por uma bala. A Secretaria Estadual de Saúde não informou a previsão de alta dos pacientes, que não correm risco de morte.
De acordo com o delegado Allan Lacerda, da Divisão de Homicídios, os investigadores vão analisar as câmeras de segurança que possam ter registrado a ação.















