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TJ-RJ encaminha pedido de liberação de 27 adolescentes ao Degase

Dos 27 adolescentes, três são da cidade do Rio de Janeiro e os demais dos municípios de Nova Friburgo, Rio das Ostras, Cabo Frio e São Gonçalo

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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Rebelião no Educandário Santo Expedito, no Rio, em 2015
Rebelião no Educandário Santo Expedito, no Rio, em 2015

A Vara de Execuções de Medidas Socioeducativas do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) encaminhou nesta terça-feira (11) ao Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas), 27 decisões para liberdade assistida de adolescentes que praticaram ato infracional sem gravidade. Foram quatro casos de furto e o restante por tráfico sem armas.

Dos 27 adolescentes, três são da capital e os demais dos municípios de Nova Friburgo, Rio das Ostras, Cabo Frio e São Gonçalo. A partir das decisões, cabe ao Degase entrar em contato com os familiares. Os adolescentes do interior serão levados pelas famílias para suas cidades de origem e os juízes das Varas de Infância locais vão acompanhar a liberdade assistida. 

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No caso do Rio, eles serão acompanhados pelos juízes das Varas de Infância da Capital. Os outros casos possíveis de liberdade assistida estão sob análise da Justiça.

Rio de Janeiro

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A medida foi tomada com a finalidade de cumprir a decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que limitou a taxa de ocupação das unidades socioeducativas em 119% da capacidade.

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O Degase tem 25 unidades em todo o estado do Rio de Janeiro, sendo nove de internação e internação provisória e o restante de semiliberdade. Atualmente, o órgão está com 1.645 adolescentes cumprindo medida socioeducativa de internação e internação provisória e 360 nas unidades de semiliberdade. A capacidade do sistema é de 891 vagas de internação e 502 de semiliberdade.

Ou seja, a ocupação total das unidades de internação está em 184,6%, mas nas de semiliberdade há 142 vagas ociosas.

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O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) informou que recebeu os processos na segunda-feira (10) para verificar que adolescentes cometeram atos de menor gravidade, como furto, receptação e tráfico sem uso de armas, e poderão cumprir regime domiciliar, na impossibilidade de serem transferidos para locais com condições adequadas de recebê-los, conforme determina a ordem do STF.

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“O Degase fará as liberações a partir das decisões judiciais. Após o recebimento da mesma, o órgão vai liberar este adolescente mediante a presença dos responsáveis legais, que assinarão o termo de entrega. Não é possível o Degase prever quantos jovens e quando eles serão liberados, pois o órgão é apenas o executor das medidas socioeducativas aplicadas pelo Poder Judiciário”, informou o órgão em nota.

A instituição informou que reconhece os problemas de infraestrutura, “acumulados e gerados devido aos governos anteriores”, e que “está trabalhando para criar soluções em curto, médio e longo prazos”.

Governador

Ao comentar o assunto ontem, em um evento no Centro Integrado de Comando e Controle, o governador Wilson Witzel disse que os jovens do Degase são problemáticos e que não poderão frequentar o sistema público de ensino.

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“Esses menores são problemáticos, as famílias não vão ter condições de cuidar deles como deveriam e a escola não vai poder receber. Provavelmente eles vão voltar pra rua e vão voltar para o sistema”.

Quanto à garantia constitucional de acesso à escola, a Secretaria de Estado de Educação apenas informou que os responsáveis poderão pesquisar sobre as vagas disponíveis na rede de ensino no site www.matriculafacil.rj.gov.br.

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