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Trabalhadores protestam no centro do Rio contra projeto de terceirização

Os manifestantes iniciaram o ato na Cinelândia, centro do Rio, em frente à Câmara Municipal

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Protesto começou às 16h na Cinelândia
Protesto começou às 16h na Cinelândia

Centenas de trabalhadores, ligados a diversas centrais sindicais, protestam, desde as 16h, contra o Projeto de Lei (PL) 4.330/2004, conhecido como a Lei da Terceirização. Os manifestantes iniciaram o ato na Cinelândia, centro do Rio, em frente à Câmara Municipal, com o apoio de um carro de som.

O presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio e Espírito Santo, Nilton Damião Esperança, alertou para a precarização do trabalho, principalmente no setor bancário, que ele representa, se o projeto for aprovado e sancionado.


— Se virar lei, o projeto vai precarizar o serviço, contratando trabalhadores com salários mais baixos e com menos direitos. Se passar no Senado, vamos pressionar a presidenta Dilma para que ela vete este projeto.

A terceirização também preocupa o diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do Município do Rio, Alexandre Loyola.


— Os terceirizados recebem de 30% a 40% a menos e não têm direitos básicos garantidos, como plano de saúde. Se a lei passar, vai permitir a quarteirização, o que vai acabar gerando perda de qualidade para a própria empresa.

O projeto de lei tambem foi criticado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Casa da Moeda, Aluizio Júnior. Apesar dos empregados públicos não estarem sendo diretamente atingidos, com a aprovação de emenda que retira as empresas públicas do alcance do projeto, o sindicalista falou que o momento é de união de todos os trabalhadores brasileiros.


— É um retrocesso no direito dos trabalhadores. Vai enriquecer o empresário atravessador de mão de obra. Esses deputados não se elegeram prometendo isso. O que aconteceu na Câmara foi uma fraude eleitoral.

A presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio, Paula Máiran, também criticou o PL.


— Se o projeto virar lei, será o equivalente a rasgar a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. No caso dos jornalistas, o quadro será tenebroso, pois os patrões já violam os direitos dos trabalhadores e aí nem na Justiça poderemos ingressar para garantir os nossos direitos.

O objetivo dos manifestantes é seguir em passeata até a frente da Firjan (Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro), onde pretendem fazer um enterro simbólico da carteira de trabalho. Um boneco representando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi "velado" em frente da Câmara Municipal, com direito a lápide e vela.

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