Traficantes controlam facção criminosa a partir de presídios federais, diz polícia do Rio
Operação para desarticular quadrilha prendeu 26 suspeitos nesta terça-feira (16)
Rio de Janeiro|Do R7

O titular da delegacia de Vicente de Carvalho (27ª DP), Felipe Curi, informou nesta terça-feira (16) que os chefes da maior facção criminosa do Estado do Rio ordenam ataques e crimes mesmo dentro de presídios federais.
— Apesar estarem presos em presídios federais continuam dando as ordens dessa facção criminosa, dando as diretrizes, repassando essas ordens através de visitantes e através de interpostas pessoas que se encontram presas, principalmente no Complexo Penitenciário de Bangu. E também outras pessoas que estão em liberdade atuando em várias comunidades do Rio de Janeiro.
A megaoperação para desarticular a maior facção criminosa do Estado do Rio de Janeiro contou com ao menos 400 policiais de todos os departamentos da delegacia de Vicente de Carvalho, além da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais). Ao todo, 26 suspeitos foram presos — cinco foram presas hoje em cumprimento a mandado de prisão e outras três em flagrante. Dezoito mandados de prisão foram cumpridos contra criminosos que já estavam presos.
Na segunda fase, a Polícia Civil irá investigar o envolvimento de possíveis empresas de fachada com a facção criminosa.
— Agora vamos atuar em conjunto com laboratórios de lavagem de dinheiro da Polícia Civil e fazer um trabalho aprofundado em todas essas contas, pessoas físicas e jurídicas envolvidas.
Segundo o titular da unidade, Felipe Curi, a investigação teve início há oito meses e já identificou os chefes e a função de cada um na facção, além de fornecedores de armas e drogas. As investigações dizem que os integrantes da facção trazem drogas de fora do Rio e preparam para a venda em comunidades que funcionam como armazéns. Segundo a polícia, em algumas regiões, a quadrilha chegou a faturar mais de R$ 7 milhões.















