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Travestis ocupam palco da Feira de São Cristóvão

As apresentações destacaram a importância da vida de pessoas trans

Rio de Janeiro|Do R7

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O coletivo Xica Manicongo levou a causa T para o principal palco da Feira de São Cristóvão, zona norte do Rio.
O coletivo Xica Manicongo levou a causa T para o principal palco da Feira de São Cristóvão, zona norte do Rio.

“Enfrentar ódio indolente/ é mais que aperreio, bala e facão” esse foi um dos versos recitados por um coletivo de travestis e pessoas trans nordestinas na Feira de São Cristóvão, no último sábado (11). O coletivo Xica Manicongo, que tem o nome em homenagem à primeira travesti que se tem notícia do Brasil, ocupou pela primeira vez o palco Padre Cícero da Feira de nordestinidades, na zona norte do Rio.

O Cordel Sertransneja, de onde o verso que abre esta matéria foi tirado, lembra a dor e a luta da população transsexual e travesti do Brasil. As ativistas também exaltaram sua origem nordestina vestindo roupas típicas e fazendo apresentações de de ritmos locais. O maracatu e o bumba meu boi foram tocados enquanto palavras que lembravam as mortes causadas por transfobia no Brasil.


Tértuliana Lustosa, uma das organizadoras da apresentação, destacou que a ocupação da feira pelo coletivo é importante para a visibilidade da causa. Segundo ela, é importante chamar atenção não só para as vidas perdidas, mas também para aquelas que sofrem com a discriminação e a falta de emprego,

— A ocupação é para que sejamos reconhecidas enquanto artistas e para que pessoas LGBTs tenham o direito de serem respeitadas nesse espaço. É também para que lutemos por mais inserção nas programações culturais da cidade, onde possamos gerar empregabilidade para pessoas trans.

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