Trezentos militares da Força Nacional chegam ao Rio nesta terça (9)
Desde dezembro o Governo do Estado solicita que a União ocupe a cidade com suas tropas
Rio de Janeiro|Do R7

Os agentes da Força Nacional chegaram nesta manhã de terça-feira (9) ao Rio de Janeiro, 300 homens irão atuar na cidade para auxiliar na segurança. Os militares irão para o centro de formação de praças, na região central, onde irão receber orientações sobre como agir nas ocorrências que atenderão durante o seu tempo de permanência na cidade, assim como, receberão um panorama do quadro da segurança pública no Rio.
A Força Nacional de Segurança Pública desenvolve essa operação desde dezembro de 2016, a pedido do governo do Rio de Janeiro, atuando de forma integrada com a Polícia Militar na Assembleia Legislativa e no Palácio Guanabara. A princípio,cem homens seriam enviados, mas o ministério da Justiça e Segurança Pública enviou um comboio com 300 militares, que irá reforçar o efetivo de 125 profissionais que já estão na capital. As equipes irão trabalhar integradas com os órgãos locais de segurança pública.
A professora de Criminologia do ICC (Instituto Carioca de Criminologia), Vera Malaguti, disse que essa medida é um erro, para ela qualquer tipo de intensificação da ação violenta só tornará o quadro mais insustentável. Ela explicou que a política de segurança pública deve ser planejada conforme um projeto social, em que se leve em consideração áreas como saúde, educação e habitação.
— Não existe segurança de sucesso se outras áreas carecem, um Estado em que a polícia é forte e o restante definha é um Estado fascista. A política de segurança pública não deve ser vista como uma política de guerra — afirmou.
A professora disse ainda que a guerra às drogas não obteve êxito, ela afirmou que diversos países têm repensado à questão da criminalização da comercialização de entorpecentes. Vera diz que a saída é a negociação e o planejamento inteligente de ação.
— Essa política anti-drogas não resultou em nada de positivo, só serviu para matar jovens pobres e criminalizar bairros. Penso que é até bom que venham poucos homens da Força Nacional para cá, assim são menos oficiais e moradores expostos à violência e ao risco de vida. A hora agora é de agir com a cabeça — completou a professora.
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