TRF-2 mantém prisão de filho de ex-presidente da Assembleia do RJ
Segundo relator do caso, há indícios de que Felipe Picciani participava dos negócios supostamente ilícitos do pai, Jorge Picciani
Rio de Janeiro|Thaís Silveira, do R7*

A 1ª Turma Especializada do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) negou, por maioria, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Felipe Picciani, filho do ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) Jorge Picciani. O recurso já havia sido negado em caráter liminar pelo relator do caso no tribunal, o desembargador federal Paulo Espirito Santo.
Segundo o desembargador, as provas do processo indicam que as atribuições de Felipe Picciani não se restringiam às atividades técnicas da empresa Agrobilara, da família Picciani.
— Há indícios de que o paciente participava ativamente dos negócios supostamente ilícitos de seu pai e que contribuiu para o sucesso do audacioso estratagema criminoso que arruinou o Estado do Rio de Janeiro.
Ele afirmou, ainda, que não há circustâncias novas para a alteração da custódia do acusado e que a prisão preventiva evita a continuidade da suposta prática ilícita, já que as empresas estão em funcionamento.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), Felipe Picciani estaria envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro de propinas pagas a deputados da Alerj por empresários da área de transportes urbanos da capital fluminense. A lavagem se daria por meio de negociação de gado a preços superfaturados.
No recurso, a defesa de Felipe Picciani alegou que não haveria provas do envolvimento do réu nas operações de compra e venda de bois e que sua função na empresa seria exclusivamente técnica, na área de zootecnia. Ele foi preso em novembro de 2017, durante a Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato.
O R7 entrou em contato com a defesa de Felipe Picciani, mas não obteve resposta. Assim que enviada, ela seria publicada na íntegra.
*Estagiária do R7, supervisionada por Marcos Sérgio Silva















