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UFRJ diz que suspensão das aulas de arquitetura não será necessária

Aulas estavam sendo ministradas em áreas comuns do campus após incêndio em outubro

Rio de Janeiro|Agência Brasil

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Prédio da reitoria foi atingido por incêndio em outubro
Prédio da reitoria foi atingido por incêndio em outubro

Após a direção da FAU/UFRJ (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro) propor a suspensão das aulas do primeiro semestre de 2017 por falta de condições após um incêndio, a reitoria da universidade divulgou uma nota afirmando que a medida não será necessária.

Publicado em sua página no Facebook na última quinta-feira (5), o comunicado da FAU apontava precariedade nas condições do prédio Jorge Machado Moreira (JMM), onde também funciona a reitoria. Após um incêndio em outubro, cinco andares do edifício foram fechados, e parte das aulas passou a ser ministrada em áreas comuns, como o hall do térreo, o mezanino e os corredores.


“Após análise da conjuntura atual e com as poucas previsões de melhoria de nosso cenário, a Congregação entendeu nesta data 4/1/2017, em proposta preliminar, que não há condições de nos mantermos neste quadro e que, diante disso, restará à FAU a única opção de não abrir turmas no próximo período”, dizia o texto divulgado anteriormente. Embora a decisão tenha saído na quarta-feira (4), o comunicado da FAU só foi publicado no dia seguinte.

No início da noite de ontem, a UFRJ liberou um comunicado em que afirma ter “plena compreensão das dificuldades enfrentadas”. “Entendemos que não será necessária a suspensão das atividades acadêmicas de 2017/1 [primeiro semestre de 2017], dado que, até março deste ano, haverá mais disponibilidade de espaços e melhores condições de trabalho e estudo para o funcionamento das unidades afetadas”, destacou a nota.


Segundo a UFRJ, as aulas do primeiro semestre de 2017 continuarão a ser realizadas em estruturas provisórias e adaptadas, com o acréscimo de salas do quarto andar. No momento, apenas os três primeiros estão disponíveis.

A universidade informa que pediu R$ 25 milhões ao Ministério da Educação para a recuperação do prédio. Desse total, foram liberados R$ 9 milhões emergenciais em dezembro – R$ 6,5 milhões para custeio e R$ 2,5 milhões para investimento. “Emergencialmente, a reitoria priorizou o escoramento preventivo e pontual da estrutura, a retirada dos escombros queimados e obras de recuperação emergencial dos andares atingidos pelo incêndio”, acrescentou a UFRJ.


Segundo a UFRJ, no momento os trabalhos de recuperação do prédio são na estrutura, alvenaria, esquadrias, bem como da parte elétrica e hidrossanitária.

O MEC (Ministério da Educação) informou que o estabelecimento de um acordo que efetivaria o apoio à recuperação emergencial do prédio dependia da apresentação de um plano de trabalho específico da UFRJ. A universidade, segundo o ministério, não conseguiu resolver pendências apontadas pela Secretaria de Educação Superior do MEC.

O ministério afirma que foram repassados R$ 7 milhões em crédito suplementar antes do encerramento dos prazos contábeis de 2016 e que o dinheiro deverá ser usado no início das obras.

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