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Violência no Pavão-Pavãozinho é destaque na imprensa internacional

New York Times lembrou que violência aconteceu dois meses após Olimpíadas

Rio de Janeiro|Do R7

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Jornal americano lembrou que violência acontece após Rio 2016
Jornal americano lembrou que violência acontece após Rio 2016
Comunidade foi uma das primeiras pacificadas, lembrou a Reuters
Comunidade foi uma das primeiras pacificadas, lembrou a Reuters
Portal disse que segundo moradores podem haver mais mortos
Portal disse que segundo moradores podem haver mais mortos

A imprensa internacional repercutiu o intenso tiroteio ocorrido na comunidade Pavão-Pavãozinho, zona sul do Rio de Janeiro, na segunda-feira (10). Segundo a polícia, ao menos três suspeitos morreram e oito foram presos — dois deles ficaram feridos e estão sob custódia em hospital.

Por meio de notícia veiculada pela agência Reuters, o jornal norte-americano The New York Times chamou atenção para os confrontos violentos que apavoraram moradores da comunidade e dos bairros de Ipanema e Copacabana. Também destacou que os moradores temem a violência apenas dois meses depois que a cidade sediou os Jogos Olímpicos e os orçamentos de segurança pública foram cortados por causa da “pior” recessão do Brasil em quase um século.


O períódico também falou sobre a saída do secretário de segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame. De acordo com o veículo, Beltrame trouxe mais estabilidade para as favelas perigosas do Rio e abriu caminho para a cidade sediar a Copa do Mundo de 2014 e as recentes Olimpíadas, mas que, nos últimos meses, vinha criticando a falta de recursos e compromisso político por parte do governo fluminense.

O portal norte-americano CBS News noticiou que moradores do Pavão-Pavãzinho teriam dito nas redes sociais que mais pessoas poderiam ter morrido durante o confronto, além dos três confirmados pela polícia.


A Reuters também lembrou que o Pavão-Pavãozinho, uma comunidade de mais de 10 mil habitantes, foi um dos primeiros bairros a se beneficiar da política de pacificação do governo estadual. 

A publicação australiana Sydney Morning Herald falou sobre o tiroteio que houve na Cidade de Deus, também nesta segunda, que levou ao fechamento de 21 escolas. O jornal fez menção ao filme que retratou a violência na comunidade e concorreu ao Oscar em 2002. Também lembrou que ao menos dois policiais que trabalham na região foram mortos recentemente.


O Yahoo News, por meio de matéria da agência francesa AFP, enfatizou que a polícia teria encontrado 8 kg de cocaína com um dos suspeitos que morreu depois de cair de um penhasco (a imagem foi gravada por um morador). O portal disse que o Rio é uma cidade de 6,5 milhões de habitantes atormentada pelos crimes alimentados pelas gangues de tráfico de drogas. Ainda lembrou que o governo empregou 85 mil policiais e soldados durante as Olimpíadas — o dobro do número usado nos Jogos de Londres, em 2012.

Os sites norte-americanos Fox News e Daily Mail, além do tabloide indiano Hindustan Times e do jornal canadense Metro News também noticiaram o confronto no Pavão-Pavãozinho.


O policiamento nas ruas de Copacabana, na zona sul do Rio, amanheceu reforçado nesta terça-feira (11), um dia depois do intenso tiroteio que deixou três suspeitos mortos, fechou o comércio da região e apavorou moradores. Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou o bairro nesta manhã, mas não houve registro de tiroteios e o clima na região estava tranquilo.

O COE (Comando de Operações Especiais), da Polícia Militar, foi acionado para reforçar o patrulhamento nas comunidades do Pavão/Pavãozinho e Cantagalo. Além do COE, o policiamento segue reforçado pelos batalhões de Copacabana (19º BPM) e do Leblon (23º BPM). Segundo a Secretaria Municipal de Educação, cerca de 500 alunos ficaram sem aulas esta manhã.

Durante o confronto, o comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da região também ficou ferido. O militar foi atingido por estilhaços, recebeu atendimento no Hospital Central da Polícia Militar (Estácio) e já teve alta. Além do comandante, outros dois PMs, do Batalhão de Choque, foram feridos por estilhaços.

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