Vítima de armadilha da plástica luta por indenização 15 anos após cirurgia mal sucedida
O médico que deveria ter feito a cirurgia não possui bens registrados em seu nome
Rio de Janeiro|Do R7

Daniela é vítima de um erro médico e luta há 15 anos por uma indenização. Há 15 anos, Daniela recebeu indicação de uma amiga para fazer uma cirurgia plástica com um médico que já havia feito procedimentos em três gerações da família. Além da recomendação, o médico figurava em revistas especializadas de cirurgia plástica.
— Não tinha como dar errado.
No dia da cirurgia de lipoescultura e redução de auréolas, dois médicos diferentes disseram que iriam adiantar o procedimento até a chegada do médico contratado, que estava atrasado. Ao acordar, ela estava com os seios desfigurados e uma cicatriz em formato de "w" na barriga. O médico que deveria ter feito a cirurgia não possui bens registrados em seu nome para comprovar a possibilidade do pagamento da indenização.
— Menos de 24 horas depois me colocaram para fora da clínica. Mas antes disso, a minha madrinha [que acompanhava] estranhou a cicatriz.
Ela teve que esperar seis anos para que a perícia judicial fosse feita. Após a perícia, ela ganhou na Justiça a autorização para fazer a cirurgia reparadora.
— Foram seis anos sem querer me relacionar e ver o mundo.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica denuncia que médicos sem formação em cirurgia plástica fazem cursos rápidos com profissionais não reconhecidos. O presidente da sociedade, João de Moraes Prado Neto, afirma que a diferença entre as duas formações é grande.
— Nossa formação é calcada em 5 anos, 14.800 horas contra 600 horas desses cursos de finais de semana. É muito simples se prevenir. Conferir no site da sociedade se o nome do médico consta na lista daqueles outorgados.















