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Viúva de motorista morto a tiros diz que marido não tinha desavenças e queria largar trabalho

Letícia também disse que marido estava infeliz na função em razão do estresse do dia a dia

Rio de Janeiro|Do R7 com Balanço Geral

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"Com certeza foi alguma coisa de trabalho, foi abrir porta, fechar, dar carona, coisa do dia a dia dele", disse viúva
"Com certeza foi alguma coisa de trabalho, foi abrir porta, fechar, dar carona, coisa do dia a dia dele", disse viúva

A mulher do motorista de ônibus Francinaldo de Souza, de 34 anos, morto a tiros instantes após deixar a garagem, na manhã de terça-feira (7), em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, diz que vítima não tinha desavenças. Letícia de Souza Magalhães conversou com a equipe do Balanço Geral RJ e não quis se identificar por motivos de segurança.

— Com certeza foi alguma coisa de trabalho, foi abrir porta, fechar, dar carona, coisa do dia a dia dele. Ele morreu por isso, ele morreu trabalhando, dando dinheiro para empresa.


Letícia disse também que o marido não se orgulhava da função dele e não se sentia feliz no emprego.

— Ele nunca se orgulhou de ser motorista de ônibus, nunca quis isso para ele. Mas a situação financeira dele era melhor nesse ramo.


Segundo Letícia, Francinaldo se sentia muito descontente com o cotidiano dele e queria sair da empresa ainda este ano.

— Queria sair por causa da violência, porque freava e diziam "ah não é sua mãe que está no ônibus". Hora extra que ele fazia, anotava e nunca recebia as horas.


O corpo do motorista será enterrado por volta das 16h desta quarta-feira (8) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste.

O crime ocorreu na rua São Luiz Gonzaga, próximo ao Largo do Pedregulho, onde o ônibus da linha 474 foi parado. Segundo um policial acionado para a ocorrência, o cobrador do coletivo disse que o assassino seria um passageiro que discutiu com a vítima no sábado (4).


Policiais da DH (Divisão de Homicídios) recolheram a gravação do circuito de monitoramento do ônibus da linha 474 para tentar identificar o responsável pelo crime.

A DH também busca imagens de câmeras de segurança de prédios da região. A viação Braso-Lisboa deve ceder as gravações do ônibus dirigido por Francinaldo no último sábado (4), quando, supostamente, ele teve uma discussão com o suspeito.

Assista ao vídeo:

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