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Engenheira alerta que casa atingida por raio em Novo Hamburgo pode ser atingida de novo

Engenheira civil diz que aterramento de torre a 40 cm da casa torna risco de nova descarga inerente

Balanço Geral RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A residência da família de Dona Eloí e Seu Gilberto em Novo Hamburgo está a apenas 40 cm de uma torre de energia, muito abaixo da distância segura de 15 metros.
  • Um raio atingiu a casa, causando explosão na alvenaria e queimando aparelhos eletrônicos, aumentando o risco de novas descargas elétricas.
  • A família enfrenta dificuldades financeiras e não consegue alugar outro imóvel, mesmo após contrair um empréstimo de R$ 20 mil para construir a casa.
  • A Defesa Civil forneceu materiais para reparos emergenciais, mas a comunidade é incentivada a ajudar, destacando a importância de orientações adequadas para construções próximas a instalações elétricas.

 

A equipe do Balanço Geral voltou ao bairro Primavera, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, à casa que foi atingida por um raio durante o temporal. Por muito pouco, o caso não terminou em tragédia: a menos de 2 metros do local estava a pequena Eloá, de 4 anos. Na reportagem desta quarta (30), a engenheira civil Mariana Dal Pizzol avaliou os estragos e explicou o que aconteceu. Segundo ela, o risco de uma nova descarga existe e não tem solução definitiva. 

Aterramento a 40 centímetros da casa 

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De acordo com Mariana, o problema é a distância entre a casa e o aterramento da torre de energia. Ela explica que a energia precisa de uma faixa de terra, chamada de servidão, para se dissipar no solo, e que a distância mínima deveria ser de cerca de 15 metros. No local, o aterramento fica a aproximadamente 40 centímetros da edificação. 

"Em caso de uma descarga na edificação, pode acontecer o que a gente viu aqui: essa energia procurou um caminho para se dissipar e entrou nessa peça da residência", explicou. 

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Como a energia causou os estragos 

A engenheira conta que a moradora relatou que, depois do estrondo, a primeira fumaça saiu justamente do piso. A descarga seguiu pela fiação elétrica, o que provocou a fumaça na tomada e queimou a máquina de lavar. Já a alvenaria de vedação, mais frágil que uma estrutura, aqueceu, criou pressão e explodiu junto com o revestimento, abrindo o buraco na parede. 

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Risco de nova descarga 

Segundo a reportagem de Jônatha Bittencourt, não há risco de desabamento da casa. A preocupação é com a possibilidade de o imóvel ser atingido outra vez. Mariana afirma que isso pode acontecer de novo e que não consegue imaginar uma solução que impeça. Medidas podem reduzir os danos e a probabilidade, mas, pela distância da residência, o risco é inerente. 

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Sem dinheiro e sem lugar para ir 

Dona Eloí e Seu Gilberto vivem há quatro meses na casa, construída com um empréstimo de cerca de R$ 20 mil, que ainda deve levar uns nove anos para ser quitado. Dona Eloí diz que a família não tem como pagar aluguel enquanto continua pagando as prestações. 

"Nós não temos para onde ir, nós não temos nem dinheiro para pagar aluguel, porque agora tem que continuar pagando o empréstimo. Estou correndo risco, e se eu sair, não tenho para onde ir", disse. 

O repórter lembrou que a menina precisa de muito cuidado e que o papel da reportagem é levar a informação com responsabilidade, sabendo que não basta dizer para a família sair de casa. Ele ressaltou que a reportagem não é especialista, que outros profissionais podem fazer novas avaliações, mas que os riscos são claros. A produção deixou na tela o telefone de contato da família para quem puder ajudar (51) 995075337. O que importa, segundo o repórter, é que a família tenha suporte para superar a situação com vida e segurança.  

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