Homem viaja mais de 2 mil km para encontrar namorada virtual e tem surpresa
Pedreiro gastou o único dinheiro que tinha para conhecer mulher que prometia amor e uma vida confortável.
Balanço Geral RS|Do R7
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Um pedreiro de 49 anos viajou mais de 2 mil quilômetros para conhecer uma mulher por quem havia se interessado nas redes sociais, mas descobriu que ela não existia. Edimar Rocha saiu de Imperatriz, no Maranhão, e foi até Belo Horizonte, em Minas Gerais, acreditando nas promessas de uma suposta namorada que oferecia um relacionamento, estabilidade financeira e uma vida confortável em uma fazenda. O problema é que a mulher, apresentada como Jéssica, era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).
O caso, que ganhou repercussão nacional, foi mostrado em reportagem de Isabela Sabéllico, da Record São Paulo, reproduzida pelo Balanço Geral RS, aqui na Record Guaíba.
Nos vídeos publicados nas redes sociais, a personagem aparecia como uma mulher loira, proprietária de uma fazenda no interior de Minas Gerais. Ela afirmava estar disposta a sustentar um companheiro e dividir os bens com quem aceitasse morar com ela. O perfil tem mais de 300 mil seguidores e utiliza imagens e falas geradas por inteligência artificial para simular uma pessoa real.
Viagem sem avisar à família
Encantado com as promessas, Edimar decidiu gastar o único dinheiro que tinha para fazer a viagem. Ele não contou seus planos a ninguém, nem mesmo aos filhos.
Ao desembarcar em Belo Horizonte, começou a mostrar fotos e vídeos de Jéssica para as pessoas, tentando encontrá-la. Foi então que descobriu que a mulher não era real. Em entrevista à Record, o pedreiro contou que buscava um relacionamento e desejava construir uma vida ao lado de alguém. Ele também afirmou que fez a viagem para descobrir se as mensagens e promessas eram verdadeiras.
Sem dinheiro e sem lugar para ficar, Edimar precisou de ajuda da rede municipal de assistência social.
Assistência social ajudou no retorno
O pedreiro foi encaminhado a uma unidade de acolhimento e atendimento ao migrante da Prefeitura de Belo Horizonte. Depois de uma avaliação da situação, recebeu uma passagem para retornar ao Maranhão.
Uma profissional do serviço de acolhimento explicou que situações semelhantes envolvem pessoas que acreditam em promessas feitas pela internet e acabam viajando sem ter certeza de que as informações são verdadeiras.
Caso serve de alerta para os riscos da inteligência artificial
A história de Edimar chama a atenção para o uso de imagens e vozes produzidas por inteligência artificial nas redes sociais. Com a evolução da tecnologia, personagens virtuais podem apresentar aparência, movimentos e falas cada vez mais convincentes.
Especialistas em segurança digital recomendam verificar a identidade de pessoas conhecidas pela internet antes de compartilhar informações pessoais, enviar dinheiro ou realizar viagens.
No caso do pedreiro, a promessa de uma vida confortável terminou em frustração e na necessidade de assistência pública para voltar para casa.















