Porto Alegre tem 466 'prefeitos de praças': saiba quem são e o que fazem
Voluntários cobram melhorias, acionam serviços públicos e mobilizam moradores para cuidar dos espaços
Balanço Geral RS|Do R7
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Antes mesmo de o Parque Vinte de Maio, na Zona Norte de Porto Alegre, ficar cheio, Cristina Zebrowski já está de olho em cada cantinho. Uma volta pelo local é suficiente para perceber se há lixo, árvore caída ou algum problema que precise de atenção.
Há mais de cinco anos, a aposentada assumiu uma função que não tem salário, mas já faz parte da rotina: Cristina é uma das 466 pessoas que atuam como "prefeitos de praças" na Capital.
O trabalho consiste em acompanhar as condições dos espaços públicos, cobrar melhorias, acionar os serviços responsáveis pela manutenção e mobilizar a própria comunidade.
No Parque Vinte de Maio, Cristina também incentiva a participação dos moradores. Nos fins de semana, quando aumenta o movimento, o espaço se transforma em ponto de convivência e lazer para a vizinhança.
De descarte de lixo a espaço com brinquedos e livros
Na Praça Catanzaro, outra moradora mostra como a participação da comunidade pode ajudar a transformar um espaço público.
A advogada Josi Farias Jandrey assumiu como prefeita da praça em 2022. Na época, o local enfrentava problemas como o descarte irregular de lixo. Hoje, conta com brinquedos e até uma pequena casinha com livros à disposição dos frequentadores.
A mudança ajuda a explicar por que Josi decidiu continuar no trabalho voluntário.
Capital tem 717 parques e praças cadastrados
Dos 717 parques e praças cadastrados em Porto Alegre, 466 já contam com um prefeito.
Os voluntários funcionam como uma ligação entre a comunidade, que conhece de perto os problemas e as necessidades de cada local, e os serviços públicos responsáveis pela manutenção.
Segundo Regina Machado, gerente do Programa Prefeitos de Praças, essa atuação ajuda a aproximar as demandas dos bairros do poder público.
Para Cristina e Josi, o envolvimento dos moradores produz ainda outro resultado: quando a comunidade passa a ocupar e cuidar do espaço público, a praça deixa de ser apenas um lugar de passagem e se transforma em ponto de encontro, lazer e convivência.















