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Quantas árvores você enxerga da sua janela? Conheça a regra dos 3-30-300

Especialista explica como a presença de árvores e áreas verdes pode melhorar a qualidade de vida nas cidades

Balanço Geral RS|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Discussão sobre a importância da arborização urbana e seu impacto na qualidade de vida, conduzida pelo professor Leandro Vieira Astarita.
  • Apresentação da regra dos 3-30-300, que sugere critérios para avaliar a cobertura arbórea nas cidades.
  • Porto Alegre tem apenas 5% de cobertura arbórea em alguns bairros, enquanto o ideal seria 30%, figurando em sétimo lugar entre as capitais brasileiras.
  • Importância do cuidado com as árvores e orientação sobre o plantio e manutenção, destacando espécies adequadas para áreas urbanas e contribuições para a biodiversidade.

 

Você já parou para contar quantas árvores consegue enxergar da janela de casa? Essa pergunta faz parte de uma proposta de arborização urbana conhecida como regra dos 3-30-300, apresentada pelo professor Leandro Vieira Astarita, doutor em Botânica, durante o Balanço Geral Especial de Sábado, da Record Guaíba. 

Em conversa com Samuel Vettori, durante a ação do Ressoar Solidário, realizada no sábado (17), em Porto Alegre, o especialista explicou que a presença de árvores nas cidades é fundamental para a qualidade de vida da população. 

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Como funciona a regra dos 3-30-300 

A proposta reúne três referências para avaliar a arborização dos espaços urbanos:

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3 árvores: cada morador deveria conseguir enxergar pelo menos três árvores da janela de casa

30% de cobertura arbórea: o bairro deveria ter pelo menos 30% de sua área coberta por copas de árvores

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300 metros: cada residência deveria estar localizada a até 300 metros de um parque, praça ou outro espaço verde

Segundo Astarita, Porto Alegre apresenta uma média de aproximadamente 28% de cobertura arbórea, mas existem diferenças importantes entre os bairros. Algumas regiões chegam a registrar cerca de 50%.

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O professor destacou que a Capital apresenta bons índices em comparação com outras cidades brasileiras, mas ainda há espaço para ampliar a arborização.


Plantar é fácil, mas cuidar exige dedicação

Durante a entrevista, o especialista chamou a atenção para um aspecto fundamental: o cuidado com as árvores depois do plantio.

Astarita comparou a responsabilidade de cultivar uma árvore aos cuidados dedicados a um animal de estimação. Algumas espécies podem viver por mais de cem anos, tornando-se uma herança ambiental para filhos, netos e futuras gerações.

Ele também explicou que é importante escolher espécies adequadas ao local. Árvores frutíferas, como pitangueiras e goiabeiras, podem ser cultivadas em quintais e ajudam a atrair pássaros.

Para o plantio em calçadas e vias públicas, a orientação é consultar o guia de arborização da Prefeitura de Porto Alegre, que apresenta recomendações sobre as espécies apropriadas para cada espaço.

Ressoar Solidário incentiva o plantio de árvores

A entrevista aconteceu durante o Ressoar Solidário, iniciativa do Instituto Ressoar que reuniu colaboradores e familiares da Record Guaíba na sede da emissora, no alto do Morro Santa Teresa.

Com o tema "Plante Futuro, Espalhe Vida", a edição de 2026 teve como proposta o plantio de cem mudas frutíferas, doadas pela CMPC, dando continuidade à ação de 2025, quando outras cem mudas foram plantadas no local.

A atividade reforçou a importância da preservação ambiental e do compromisso de cuidar das árvores para que possam crescer e beneficiar as próximas gerações.

E o professor deixou um desafio para quem acompanhou a entrevista: olhar pela janela, observar a vegetação do bairro e descobrir se o lugar onde mora atende à regra dos 3-30-300.

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