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Segurança pública, finanças e saúde marcam segundo bloco do debate na Record

O segundo bloco do debate ao governo do Rio Grande do Sul, na Record Guaíba, trouxe perguntas de jornalistas da casa aos quatro candidatos, com temas como segurança pública, finanças, saúde e reconstrução do Estado.

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O debate entre candidatos ao governo do Rio Grande do Sul abordou segurança pública e saúde.
  • Marcelo Maranata e Luciano Zucco discutiram estratégias para combater facções criminosas nos presídios.
  • Na saúde, foi debatida a longa fila de espera para atendimentos médicos, com propostas de melhorias em atenção básica e telemedicina.
  • O debate também discutiu questões econômicas, incluindo o aumento de impostos e a necessidade de um plano para desastres naturais.

 

Questionado por Samuel Vettori sobre como impedir a entrada de celulares e sinal de internet nos presídios, Marcelo Maranata (PSDB) defendeu investimento em tecnologia e inteligência para rastrear o que chamou de "call centers do crime" e propôs separar presos primários das galerias controladas por facções. Luciano Zucco (PL), ao comentar, afirmou que o Rio Grande do Sul é o Estado com o maior número de facções do Brasil - citando grupos como Bala na Cara, Os Manos, V7 e Anti-Bala - e defendeu tolerância zero contra as organizações criminosas, com isolamento de lideranças em presídios federais. Zucco também prometeu ampliar o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores, em casos de violência doméstica, hoje limitadas a mil unidades para 17 mil medidas protetivas, aqui no Estado.

Na segunda rodada, sobre finanças, Juliana Brizola (PDT) foi questionada pelo jornalista Leonardo Lara se ela se comprometeria a não aumentar o ICMS em um eventual governo. Ela disse não acreditar no caminho do aumento de impostos, defendeu a prorrogação do Fundo de Reconstrução e a articulação do Fundo Constitucional do Sul, e criticou o modelo de privatizações adotado nos últimos 12 anos, que incluiu a venda da Corsan, da CEEE e da Sulgás. Gabriel Souza (MDB) rebateu, afirmando que as contas do Estado estão em dia, que a alíquota de ICMS do RS (17%) é a mais baixa do país e que não pretende aumentar impostos, criticando o histórico de gestões da esquerda, no governo Estadual.

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No terceiro momento, sobre saúde, a jornalista Vanessa Pires perguntou a Luciano Zucco (PL) qual seria sua proposta para reduzir a fila de espera de cerca de 850 mil gaúchos, no SUS. Ele defendeu o fortalecimento da atenção básica, ampliação das equipes de Saúde da Família e um programa de telemedicina, conectando postos a especialistas. Juliana Brizola (PDT), ao comentar, citou o caso de uma moradora de Eldorado do Sul que aguarda há dez anos por uma cirurgia de quadril e defendeu o Pró-Hospitais, projeto de sua autoria na Assembleia Legislativa, que prevê repasse de até R$ 800 milhões a hospitais filantrópicos e Santas Casas.

Por fim, sobre reconstrução do Estado, o jornalista Jairo Bastos perguntou a Gabriel Souza (MDB) como prevenir novos desastres climáticos. Gabriel citou obras como a Ponte dos Vales, entre Cruzeiro do Sul e Estrela, e o sistema de proteção no Arroio Sarandi, que protege o Aeroporto Salgado Filho, além do plano de tornar o RS o Estado mais resiliente a eventos climáticos do país. Marcelo Maranata (PSDB), ao comentar, criticou a demora na execução dos projetos de contenção - previstos somente para 2031 - e defendeu o uso imediato dos R$ 8 bilhões repassados pelo governo federal para a reconstrução.

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