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60% dos paulistanos foram prejudicados por corte de água nos últimos 30 dias, segundo Datafolha

Pesquisa indica que na maior parte das casas o serviço é interrompido à noite

São Paulo|Do R7

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Segundo o último levantamento do Datafolha, publicado no jornal Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (20), 60%, de um universo de 804 pessoas entrevistadas, afirmam que já sofreram com corte no abastecimento de água no último mês em São Paulo. A capital sofre sua pior crise hídrica da história que faz com que o seu principal reservatório, o Sistema Cantareira, opere com apenas 3,5% da capacidade. Os demais reservatórios estão com 8,8% (Sistema Alto Tietê), 31% (Sistema Alto Cotia) e 43,2% (Sistema Guarapiranga).

Falta de água atinge mais da metade dos moradores da capital
Falta de água atinge mais da metade dos moradores da capital

O estudo revela que quem mais sofre com a crise hídrica são as pessoas com renda familiar menor do que R$ 3.620 (cinco salários mínimos). 65% desse público já teve o serviço interrompido nos últimos 30 dias. A porcentagem de pessoas prejudicadas cai pela metade no grupo de pessoas que recebe mais do que dez salários mínimos (R$ 7.240). 32% sofrem com a falta de água.


Assim como aponta o levantamento, os cortes são mais frequentes durante à noite para 56% dos entrevistados e de dia para 40% deles (outros 4% não souberam precisar o horário). Já o tempo de interrupção é maior do que seis horas para três em cada quatro moradores.

A culpa é de quem?


De acordo com os paulistanos ouvidos a maior responsabilidade pelos cortes de água são do governo estadual, seguido da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e empatados na terceira posição, a prefeitura e o governo federal. O atual governador Geraldo Alckmin (PSDB), reeleito ao cargo por mais quatro anos, não tem boa avaliação. 43% acham que Alckmin tem péssima atuação frente à crise. Apesar do fato, conforme levantou Datafolha, caso a eleição fosse realizada nesta segunda, 50% dos votos válidos iriam para o tucano, que tem preferência de 33% dos entrevistados, contra 25% de votos branco ou nulo, 19% Padilha, 15% Skaf seguidos de 8% de pessoas que não sabem.

Segundo o Datafolha, a pesquisa tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança em 95%. Todos os paulistanos ouvidos têm idade superior aos 16 anos e foram entrevistados no dia 17 de outubro.

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