Acusado de matar dono de academia é condenado a 20 anos de prisão
Jovem de 18 anos tentou roubar moto de vítima; caso aconteceu em abril deste ano
São Paulo|Do R7

A Justiça condenou o homem acusado de assassinar o empresário Fernando Guerreiro Abdalla, de 29 anos, morto no dia 30 de abril, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Ele contou condenado a 20 anos de prisão em regime fechado por latrocínio — quando se mata para roubar.
De acordo com a denúncia, o réu e um menor abordaram a vitima na saída de uma academia para roubar sua motocicleta. Segundo a decisão da juíza Maria de Fátima dos Santos Gomes Muniz de Oliveira, a materialidade do delito de roubo seguido de morte foi comprovada pelo boletim de ocorrência, pelo auto de exibição e apreensão e laudo necroscópico da vítima.
Durante as diligências efetuadas na região dos fatos, os investigadores de polícia conseguiram localizar o adolescente e na sequência o acusado, que foi reconhecido por uma testemunha protegida como sendo o rapaz que efetuou o disparo contra a vítima, atingindo-o fatalmente. O réu tinha 18 anos à época dos fatos.
O caso
O empresário Fernando Guerreiro Abdalla, de 29 anos, foi assassinado por ladrões de moto na região da Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. A vítima foi baleada mesmo sem ter reagido ao assalto. O empresário tinha apenas levantado os braços para mostrar que iria obedecer aos criminosos.
Amigos prestam homenagem a dono de academia morto em assalto na zona norte
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O crime aconteceu na estrada do Sabão, pouco depois da 0h. O empresário tinha acabado de fechar sua academia quando foi abordado por dois criminosos que ocupavam uma moto. Nesse momento, a vítima caminhava em direção a sua moto, uma Yamaha Ténéré 250.
Segundo a Polícia Militar, o empresário ergueu os braços, para mostrar que não ia reagir. Mas isso não impediu que um dos ladrões atirasse em seu peito. Os bandidos fugiram levando a moto da vítima. Abdalla foi levado para o Hospital Geral de Vila Penteado, mas não resistiu ao ferimento.
O latrocínio (roubo seguido de morte) foi registrado no plantão do 72º Distrito Policial (Vila Penteado). Abdalla era casado e deixou dois filhos.















