Acusados de matar PM em Itaquera pegam 28 anos de prisão
Policial reformado era segurança de mercado. Arma dele foi vendida a R$ 2,5 mil
São Paulo|Do R7
Quatro acusados de matar o policial militar reformado Paulo Manasobu Saito durante um assalto em Itaquera, zona leste da capital, foram condenados a 28 anos e oito meses de prisão.
De acordo com a sentença, Deivid Ferreira da Silva deu dois tiros contra o PM durante uma ação no mercado Lilian e Lídia, em 18 de maio de 2013. O policial reformado trabalhava como segurança do local.
João Vitor Santos de Jesus, ainda conforme a sentença, estava com Silva dentro do estabelecimento. Ambos fugiram, levando a arma de Saito e R$ 150.
Na fuga, a dupla teve ajuda de Phillipe Santiago e de Eduardo da Trindade de Oliveira.
Em depoimento à Justiça, João Vitor admitiu participação no assalto e apontou Deivid, que estava desempregado e queria “levantar um dinheiro”, como o autor do plano de assalto.
Oliveita também admitiu, em depoimento à Justiça, a participação no crime. Ele que teria indicado a loja a ser atacada. A escolha teria sido motivada pelo fato de a Lilian e Lídia ser pouco movimentada.
Silva e Santiago negaram participação no crime.
O dinheiro obtido durante o assalto teria sido dividido entre os quatro. A arma roubada do policial reformado foi vendida no mercado negro por R$ 2,5 mil.
A condenação — de 26 anos e oito meses pelo latrocínio e dois anos por formação de quadrilha — foi proferida pela juíza Luciana Ferrari Nardi Arruda em 22 de abril.















