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Adolescente assassinada queria contar “coisas estranhas que estavam acontecendo”, diz amigo

Corpos das duas irmãs supostamente mortas pela mãe foram enterrados hoje

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

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No Facebook, Giovanna demonstrava ser uma adolescente muito alegre
No Facebook, Giovanna demonstrava ser uma adolescente muito alegre

Um amigo da adolescente Giovanna Knorr Victorazzo, de 14 anos — encontrada morta ao lado da irmã Paola Knorr Victorazzo, de 13 — disse nesta segunda-feira (16) que Giovanna falou para ele, em uma ligação telefônica, que precisava contar “coisas estranhas que estavam acontecendo”, mas que a conversa teria que acontecer pessoalmente. A mãe das jovens, Mary Vieira Knorr, de 53 anos, foi indiciada pelos crimes.

De acordo com o adolescente, também de 14 anos, os dois eram melhores amigos e fariam um intercâmbio juntos. O relato de Giovanna, que não teria especificado que tipo de problema estava enfrentando, não foi feito porque o amigo foi viajar. A mãe das meninas é a principal suspeita do crime.


As declarações foram dadas a jornalistas antes do enterro dos corpos das duas jovens, que aconteceu por volta das 15h20 no Cemitério Vale dos Reis, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. De acordo com a administração do cemitério, o velório durou apenas duas horas. Colegas de escola das adolescentes e familiares compareceram ao sepultamento.

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Também presente no enterro, José Paulo Arruda, advogado de Marco Antonio Victorazzo, pai das jovens, disse que seu cliente está muito abalado e não quer conversar com a imprensa por enquanto. De acordo com Arruda, Victorazzo estava separado de Mary e tinha uma boa relação com as filhas.


O caso

As duas adolescentes foram encontradas mortas na casa onde viviam no Butantã, zona oeste de São Paulo, às 15h10 de sábado (14).


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Policiais militares informaram que foram chamados para atender à ocorrência de vazamento de gás em uma casa e, ao chegarem, já havia uma unidade do Corpo de Bombeiros no local. Deitada no chão da sala, encontraram a corretora que dizia ter matado as filhas e queria morrer. A mulher estava muito alterada e foi encaminhada pela Unidade de Resgate ao pronto-socorro do hospital universitário, no qual permaneceu internada em observação sob efeito de sedativos.

No andar superior da casa, dentro de um quarto, bastante revirado e com fezes de animais, estavam os corpos de Paola e Giovanna, cada um em um beliche. No box do banheiro do quarto, havia ainda um cachorro morto com um saco plástico amarrado em sua cabeça.

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