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Agente expõe condições precárias de canil da PF em Cumbica (SP)

Em vídeo, servidor diz que cuida sozinho do canil do aeroporto, denuncia falta de verbas para pagamento de material, manutenção e veterinários

São Paulo|Cesar Sacheto, do R7

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Canil da PF, em Cumbica, está em dificuldades
Canil da PF, em Cumbica, está em dificuldades

O agente federal Adriano Gomes utilizou as redes sociais para denunciar a precariedade das instalações do canil da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Cumbica, em São Paulo. Em vídeo, o servidor relatou um quadro de abandono do espaço e descaso das autoridades responsáveis.

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De acordo com o funcionário público, não há repasse de recursos necessários para a compra de materiais, manutenção, limpeza dos boxes, além do pagamento de veterinários. O problema estaria ocorrendo há cerca de 18 meses e, atualmente, apenas um animal é mantido no canil.

"Está abandonada. Quando é preciso, tiro do meu bolso para atender a cachorra. Agora, estou com uma cachorra. Estava com duas. Os boxes estão completamente alagados. No meio dessa água toda tem urina, fezes e doenças. Reflexo da falta de manutenção. É o nosso abandono. E só eu lotado aqui, lutando", desabafou o agente federal.


Operação 4 Patas

O trabalho com o uso de cães é bastante comum e cada vez mais implementado pelas forças de segurança pública em todo o país. São inúmeros os exemplos de sucesso nas ações de salvamento dos Bombeiros em desmoronamentos ou desastres ambientais, como o rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho.


Outros órgãos, como a Polícia Militar e a PRF (Polícia Rodoviária Federal), também se valem das habilidades dos cães para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, busca por drogas e outras substâncias ilícitas, além de armas e produtos contrabandeados.

Na última quinta-feira, a Polícia Federal havia deflagrado a Operação 4 Patas em vários aeroportos do país para intensificar o combate ao tráfico de drogas, armas e rastreamento de explosivos com o uso de cães farejadores nas atividades.


Iniciado nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, o trabalho — visa inibir ações criminosas que coloquem em risco passageiros, tripulações de aeronaves e terminais — deverá ser estendido ao longo do ano de 2020.

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Sindicato vai apurar denúncia

Em nota, o Sindipolf-SP (Sindicato dos Servidores da Polícia Federal no Estado de São Paulo) tomou conhecimento do vídeo na tarde da última quinta-feira (9) e, como entidade representativa da categoria, deverá entrar em contato com o aeroporto mencionado, a Superintendência Regional da PF paulista e o agente de Polícia Federal para entender a dimensão dos problemas e buscar uma solução em conjunto.

O Sindipolf-SP esclarece também que a entidade não foi procurada até a presente data por nenhum servidor lotado no local da reclamação, não tendo, portanto qualquer ciência oficial de eventuais condições irregulares de trabalho.

Outro lado

A reportagem do R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Superintendência da Polícia Federal paulista e da delegacia de Cumbica. No entanto, não houve resposta até a publicação desta matéria.

Veja fotos de cães dos Bombeiros de SP que estiveram em Brumadinho:

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