Logo R7.com
RecordPlus

Ajudante de caminhoneiro morre ao ser trancado em porta-malas durante assalto na zona oeste de SP

Vítima e motorista foram colocados dentro de um carro com os vidros fechados

São Paulo|Do R7, com Agência Record

  • Google News
Caminhoneiro e ajudante são assaltados na zona oeste de SP
Caminhoneiro e ajudante são assaltados na zona oeste de SP NIVALDO LIMA/ESTADÃO CONTEÚDO

Um ajudante de caminhoneiro morreu, na noite desta quarta-feira (7), após um assalto na zona oeste de São Paulo. Ele foi trancado pela quadrilha junto com o motorista dentro de um carro com os vidros fechados. 

Luís Carlos Francisco, de 30 anos, era ajudante e estava com o motorista no caminhão que foi roubado no fim da tarde da quarta-feira, na zona oeste da capital paulista. O veículo transportava quase R$ 100 mil em pneus novos.


A carga seria levada para o bairro da Mooca, mas no meio do caminho foi roubada por uma quadrilha. Motorista e ajudante foram retirados do caminhão e trancados dentro de um carro da quadrilha. Eles ficaram cinco horas presos e com vidros fechados, como conta o condutor do caminhão Milton Damaceno.

— Nesse momento, eu tentei estourar o vidro com o pé. Forcei o vidro, pra ver se eu quebrava, mas automaticamente eu não consegui.


Leia mais notícias de São Paulo

Quando os bombeiros chegaram para socorrer o motorista e o ajudante perceberam que Luís Carlos Francisco apresentava o quadro mais grave. Ele tinha convulsões e estava inconsciente. Os dois foram levados para o hospital, mas apenas o motorista sobreviveu. O motorista suspeita que o veículo era blindado. Sem ter como respirar, os dois chegaram a desmaiar.


Damaceno e Francisco trabalharam juntos por oito meses. Todos os assaltantes fugiram e ainda não foram identificados. Na delegacia, Angelita Viera Francisco, mulher do ajudante que morreu ao ser feito refém por bandidos, não sabia como contar aos filhos da morte do pai.

— Eu saí de lá e falei que eu ia ao hospital atrás dele. Estou pedindo força de Deus pra que Deus me dê força pra eu conversar com eles.


Mesmo sem saber como vai ser a vida daqui pra frente, com seis filhos pra criar, a mulher do ajudante não tem raiva dos bandidos.

— Por eu ser uma serva de Deus, eu entrego na mão de Deus e eu perdôo eles por terem feito isso, porque Deus nos perdoou, por que nós não devemos perdoar?

Assista ao vídeo:

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.