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Alckmin financiará projetos de aproveitamento de água da chuva

Programa de Fomento ao Uso Racional das Águas é o primeiro da gestão do governador

São Paulo|Do R7

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O decreto estabelece as áreas prioritárias para adoção das medidas
O decreto estabelece as áreas prioritárias para adoção das medidas

O governo do Estado de São Paulo lançou um programa que vai financiar projetos municipais de aproveitamento de água da chuva e de reúso em serviços públicos como creches, hospitais, prédios de administração pública e empreendimentos habitacionais de interesse social. O Programa de Fomento ao Uso Racional das Águas é o primeiro da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) que destina verbas a propostas de combate à crise hídrica desenvolvidas por prefeituras.

O decreto para criação do programa foi publicado no Diário Oficial do Estado no sábado (21) e estabelece as áreas prioritárias para adoção das medidas: Alto Tietê, Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacia do PCJ) e Paraíba do Sul. A secretária estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, explicou que apesar desses locais já definidos qualquer prefeitura pode encaminhar propostas.


— São as regiões mais críticas do ponto de vista da captação de água. 

O dinheiro para bancar o programa sairá do Fecop (Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição), vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, que nos últimos anos foi usado para outras finalidades, como a gestão dos resíduos sólidos.


— A limitação para 2015 é de R$ 4,5 milhões, que serão divididos entre os projetos apresentados pelos municípios.

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A liberação do dinheiro ocorrerá somente após análise dos documentos. Segundo a secretária, o valor é suficiente.


— Nós vamos estabelecer limites para os projetos, mas dá para perceber pelo próprio escopo — sistema de coleta, armazenamento, tratamento de águas pluviais — que não são complexos.

O governo vai apresentar o projeto às prefeituras.

— Vamos começar a parte de divulgação para que saibam que podem buscar esse recurso.

Alguma coisa

O custo para criar ações de reaproveitamento de água é baixo, explica o professor de Recursos Hídricos Antônio Carlos Zuffo.

— O preço estimado para fazer uma cisterna é de cerca de R$ 300. Se fosse dividir o valor total [do programa] por todos os municípios de São Paulo, seria pouco. Mas as áreas mais afetadas é que têm de ter prioridade. Então é pouco, mas já alguma coisa.

O professor, no entanto, atenta para as mudanças no clima.

— Estamos entrando no período seco, a partir de agora já não teremos tanta chuva para acumular. Talvez essa água [reaproveitada] não seja suficiente para substituir a da rede.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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