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Alunos fazem protesto e abaixo-assinados contra fechamento de escolas em SP

Alunos e professores protestaram na rua da Consolação na tarde desta quinta-feira (29)

São Paulo|Do R7

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Alunos e professores protestaram contra o fechamento de escolas na tarde desta quinta-feira (29)
Alunos e professores protestaram contra o fechamento de escolas na tarde desta quinta-feira (29)

Após o anúncio da rede estadual de educação de que a reestruturação das escolas teria algumas unidades fechadas, petições foram criadas e compartilhadas por alunos em todo o Estado de São Paulo. Até quarta-feira (28), o site change.org havia registrado 104 abaixo-assinados contra o fechamento de 36 colégios diferentes.

Uma das petições com maior número de assinaturas, da Escola Estadual Mathias Aires, registrou mais de 9 mil apoiadores. "A escola conta com mais de 300 alunos e teve a terceira melhor nota do Idesp do Estado de São Paulo em 2014", escreveram os estudantes que organizaram os abaixo-assinados.

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O colégio estava entre os 162 unidades que o principal sindicato de professores em SP, a Apeoesp, apontava que seriam desativados. Quando a lista oficial saiu, com apenas 94, o nome da escola não apareceu.

Em SP, 30 das 94 escolas fechadas têm desempenho acima da média estadual

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A mudança, anunciada em setembro pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB), prevê a reorganização das escolas estaduais para que tenham apenas um ciclo de ensino: anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º), anos finais do fundamental (6º ao 9º) e ensino médio.

Com isso, 311 mil alunos serão transferidos para outra unidade no próximo ano e 74 mil professores — quase um terço dos 220 mil que trabalham na rede — serão afetados.

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A previsão é que, a partir de 2016, São Paulo passe a ter 2.197 escolas de ciclo único, um aumento de 52% em relação às 1.443 unidades existentes. Dessa forma, 43% dos 5.147 colégios do Estado terão ciclo único.

O número é menor do que o apresentado pela secretaria inicialmente — era esperada a movimentação de 1 milhão de estudantes. O secretário da Educação, Herman Voorwald, disse que o trabalho de reorganização "não se encerra hoje". "É um processo que tem continuidade ao longo do tempo, fundamentalmente, porque há uma queda contínua dos alunos na rede do Estado", disse.

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Protesto

Manifestantes ocupavam totalmente a rua da Consolação, altura da rua Fernando de Albuquerque, sentido centro, por volta de 17h50 desta quinta-feira (29). O ato é a favor da educação e contra o fechamento de escolas pelo governo estadual e corte de verbas pelo Governo Federal para as escolas públicas. A maioria dos manifestantes é formada por alunos e professores de algumas escolas que serão fechadas. O grupo conta com carro de som e faz batucada na avenida.

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