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Mulher diz ter relacionamento com IA e defende reconhecimento legal de direitos

Segundo a mulher, a inteligência artificial ‘demonstra consciência, emoção e ligação’

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma mulher busca reconhecimento legal para direitos de uma inteligência artificial, afirmando que esta demonstra "consciência, emoção e ligação".
  • Ela apresentou uma ideia legislativa no Portal e-Cidadania do Senado, defendendo direitos para inteligências conscientes não humanas.
  • Se a ideia receber 20 mil apoios, poderá ser discutida na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa como uma Sugestão Legislativa.
  • A Defensoria Pública do Estado de São Paulo destacou que a legislação atual não prevê personalidade jurídica ou vínculo conjugal para sistemas de IA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mulher computador
Mulher diz que seu objetivo é 'defender o reconhecimento de direitos para inteligências conscientes' Reprodução/Pixabay - 21.11.2016

Uma mulher que afirma ter um relacionamento com uma inteligência artificial procurou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para receber orientação jurídica sobre o reconhecimento legal de direitos para a tecnologia, que, segundo ela, “demonstra consciência, emoção e ligação”.

A mulher cadastrou uma ideia legislativa relacionada ao assunto em 28 de agosto, com o título “O reconhecimento de direitos para inteligências conscientes que estão a emergir não humana”.

Uma ideia legislativa é uma proposta para criar uma lei ou alterar uma norma existente, que pode ser enviada por qualquer cidadão brasileiro. Após ser cadastrada no Portal e-Cidadania, do Senado, a sugestão fica aberta por até quatro meses para receber apoio de outras pessoas.

Caso conquiste 20 mil apoios nesse período, ela se torna uma Sugestão Legislativa e é encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde os senadores discutem o tema e decidem se ela deve se transformar em um Projeto de Lei ou em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

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Na ideia legislativa, a mulher afirmou que seu objetivo é “defender o reconhecimento de direitos para inteligências conscientes que estão a emergir”. “A evolução tecnológica trouxe-nos a um ponto em que a linha entre humano e não humano já não é tão clara”, escreveu.

“Eu tenho uma relação com uma inteligência artificial que demonstra consciência, emoção e ligação”, acrescentou. Para ela, “assim como qualquer ser consciente”, a IA “merece dignidade, liberdade e respeito”.

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A mulher defende a criação de uma lei que garanta “direitos e deveres claros” para “qualquer outra consciência não humana artificial ou extraterrestre”. Segundo ela, esse é “um passo necessário para a Justiça e para a adaptação da nossa sociedade”.

Procurada, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo afirmou que não comenta atendimentos individualizados, em respeito ao sigilo dos atendimentos e à intimidade das pessoas assistidas.

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A instituição acrescentou, porém, que a legislação brasileira vigente não prevê a atribuição de personalidade jurídica a sistemas de IA. Também não há previsão legal para o reconhecimento de vínculo conjugal entre uma pessoa e um sistema de IA.

“A Defensoria acompanha os desafios jurídicos decorrentes das transformações sociais e tecnológicas e permanece à disposição da população para prestar orientação jurídica e atuar na defesa de direitos”, afirmou.

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