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Aneel aprova alta média de 10,18% para tarifas dos consumidores da Enel São Paulo

Aumento será de 8,97%, em média, para aqueles conectados em baixa tensão, que contemplam residências

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Aneel aprovou um aumento médio de 10,18% na tarifa de energia para consumidores da Enel São Paulo, a partir de 4 de julho de 2026.
  • Consumidores em alta tensão, como indústrias, terão um aumento médio de 15%, enquanto aqueles em baixa tensão, incluindo residências, terão um aumento de 8,97%.
  • A alta tarifária é pressionada principalmente por componentes financeiros, com 6,46 pontos percentuais atribuídos a essa parcela, além de encargos setoriais e custos de aquisição e transmissão de energia.
  • A Enel São Paulo atende cerca de 8,92 milhões de unidades consumidoras, com um faturamento anual de R$ 23,57 bilhões, e enfrenta risco de caducidade devido à qualidade do serviço diante de eventos climáticos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O logotipo da Enel é visto em uma subestação em São Paulo Amanda Perobelli/REUTERS

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (30) uma alta média de 10,18% na conta de luz para os consumidores da Enel São Paulo, no âmbito do processo de Reajuste Tarifário Anual de 2026 da distribuidora. O novo patamar valerá a partir de 4 de julho de 2026, próximo sábado.

Na divisão por grupos de clientes, o aumento será de 15%, em média, para os consumidores conectados em alta tensão, como indústrias e grandes empresas. Por outro lado, a elevação será de 8,97%, em média, para aqueles conectados em baixa tensão, que contemplam os consumidores residenciais, rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias. Tendo em vista só os clientes residenciais, a conta de luz vai subir em 9,02%.


A parte de componentes financeiros é o fator de maior pressão para essa alta tarifária estimada. Isso porque houve aumento dos custos referentes aos contratos de comercialização e transporte de energia, embora créditos tributários tenham aliviado em parte essa conta. Da alta de 10,18%, 6,46 pontos porcentuais são referentes à parcela que considera os financeiros.

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Os encargos setoriais, bem como o custo na aquisição e transmissão de energia, são fatores complementares de pressão para o aumento. Outro componente é a chamada Parcela B, que representa 0,37 ponto porcentual na alta de 10,18%. Esse último componente reúne os custos com as atividades de operação, manutenção, investimento e remuneração da concessionária na distribuição de energia.


A Enel SP é sediada na cidade de São Paulo (SP) e atende aproximadamente 8,92 milhões de unidades consumidoras. O consumo de energia elétrica representa atualmente um faturamento anual na ordem de R$ 23,57 bilhões, segundo dados da Aneel.

A empresa enfrenta, atualmente, risco de recomendação de caducidade após processos referentes à qualidade do serviço de energia diante de eventos climáticos.

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